
As condições da venda da TAP deverão ser aprovadas esta quinta-feira, em conselho de ministros. É pelo menos o que avança a Bloomberg, com base em fontes próximas do processo. No entanto, a agência ressalva que a discussão poderá ainda ser adiada para a próxima semana caso os termos do negócio não sejam imediatamente aprovados. O Negócios também confirmou que os dois calendários – desta ou da próxima semana – estão em cima da mesa. O caderno de encargos, há muito aguardado, deverá incluir prazos, e indicar a proteção de rotas consideradas estratégicas para o país, bem como a obrigatoriedade de manter o “hub” de Lisboa. No documento deverão estar ainda expressas garantias de postos de trabalho e as necessárias alterações à equipa de gestão, indica a Bloomberg. Contactado pela agência, o Ministério das Finanças não quis comentar esta notícia. Na semana passada, o Ministério das Infraestruturas e Habitação dizia ao Negócios não saber quando é que a aprovação do caderno de encargos ia acontecer. O caderno de encargos é uma peça central do processo de venda da companhia aérea, determinando em detalhe as condições da venda de 49,9% do capital da empresa (sendo que 5% estão reservados para os trabalhadores). Até agora há três empresas que se manifestaram interessadas em adquirir a TAP: a Lufthansa, a Air France-KLM e a IAG.
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