advertisemen tA União Europeia (UE) é actualmente o maior destino das exportações hortícolas do Zimbabué, absorvendo cerca de 42% do total. Os volumes têm vindo a crescer de forma constante ao longo dos anos, algo que analistas interpretam como prova da elevada qualidade dos produtos do país. A revelação foi feita por Anna Cichocka, directora de programas da UE, durante a 13.ª edição da Conferência Nacional Anual de Agro-negócios (Anac) 2025. O encontro decorreu no âmbito da 115.ª Feira Agrícola do Zimbabué (ZAS), sob o tema “Construindo pontes: conectando agricultura, indústria e comunidade”. Segundo Anna Cichocka, “a UE e o Zimbabué desfrutam de uma parceria forte e crescente no sector da horticultura. A comunidade europeia já representa cerca de 42% das exportações hortícolas do país, e os volumes estão a aumentar constantemente, o que demonstra um forte reconhecimento da qualidade dos produtos nacionais.” O bloco europeu é igualmente um dos maiores consumidores mundiais de produtos hortícolas, constituindo uma oportunidade significativa para os exportadores. Só em 2024, a UE importou quase 227 mil milhões de dólares em produtos agrícolas, destacou a responsável. A representante sublinhou que, graças ao Acordo de Parceria Económica entre a UE e a África Oriental e Austral, os produtores do Zimbabué beneficiam de acesso sem direitos aduaneiros nem quotas a um mercado de quase 500 milhões de consumidores. No entanto, recordou que “exportar para a Europa não é isento de desafios, uma vez que os produtores têm de cumprir normas rigorosas em matéria de segurança alimentar, qualidade, sustentabilidade e trabalho.” Para Anna Cichocka, estas exigências não são obstáculos, mas sim oportunidades para reforçar a confiança nos produtos do país. “O segredo é trabalhar em conjunto para que essas normas possam ser cumpridas de forma consistente e sustentável. Para apoiar essa jornada, a União Europeia tem o prazer de lançar um novo programa de 9 milhões de dólares para o desenvolvimento da cadeia de valor da horticultura do Zimbabué”, afirmou. O programa, explicou, pretende aumentar a competitividade e a sustentabilidade do sector, criando mais oportunidades para jovens e mulheres. Está estruturado em três áreas principais: qualidade e conformidade, ferramentas digitais e cadeias de valor e mercados. Entre as acções previstas, incluem-se apoio à formação, plataformas de certificação digital e parcerias comerciais. O projecto abrange ainda a criação de um laboratório de horticultura moderno e a modernização das instalações de controlo de segurança no Aeroporto Internacional Robert Gabriel. A iniciativa foi desenvolvida em conjunto com o Ministério das Terras, Agricultura, Pescas, Água e Desenvolvimento Rural, o Conselho de Desenvolvimento da Horticultura e outros parceiros, estando alinhada com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento e com o Plano de Recuperação e Crescimento da Horticultura. Fonte: The Herald
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