Anunciado em maio do ano passado como uma das funcionalidades impulsionadas pela Inteligência Artificial (IA), a funcionalidade Recall é uma ferramenta que realiza capturas de ecrã periodicamente em segundo plano, de forma a criar uma “memória fotográfica”, com a qual o utilizador pode percorrer uma linha cronológica para encontrar o conteúdo que procurou anteriormente. Aquando do seu lançamento, a ferramenta gerou desconfiança entre os utilizadores, uma vez que poderia colocar em risco as suas informações privadas que, inicialmente, não eram armazenadas de forma encriptada, segundo a Europa Press. Depois de várias atualizações, a Microsoft prevê que a ferramenta possa estar disponível no Espaço Económico Europeu no final deste ano. Contudo, apesar das novas atualizações que pretendem manter a privacidades dos utilizadores, o navegador web livre e de código aberto Brave anunciou que desativará por padrão a ferramenta para os utilizadores do Windows 11. A decisão deve-se ao facto da função ainda se encontrar num versão preliminar e não se saber exatamente que papel irá desempenhar na atualização Windows 11, considerando a empresa que a ferramenta é “pouco convincente e não inspira confiança”. A linha de aplicações para sistemas operativos que permite bloquear anúncios e outros elementos indesejados AdGuard também anunciou que tomará a mesma decisão, pois “a simples ideia de capturas de ecrã em segundo plano é inquietante”. Através do seu ‘site’, a empresa explicou que as novas atualizações, bem como a filtragem de dados confidenciais, não são suficientes e que “deixar as portas traseiras abertas e esperar que tudo funcione como previsto ou que a Microsoft haja sempre de boa-fé não é uma estratégia de privacidade sólida”. Leia Também: Microsoft vai desenvolver grandes modelos multilingues na Europa

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