advertisemen tNesta quinta-feira (28), o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou a criação de um grupo de especialistas no âmbito do G20, com o objectivo de estudar a distribuição desigual da riqueza a nível mundial e os seus efeitos no desenvolvimento económico, na erradicação da pobreza e no multilateralismo, uma medida inédita dentro do grupo. Segundo informou a Reuters, o grupo de seis membros, presidido pelo economista e prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz, deverá apresentar as suas conclusões aos líderes do G20, que se reunirão em Joanesburgo em Novembro. A África do Sul tem procurado utilizar a sua presidência do Grupo dos 20 este ano para chamar a atenção para as questões que afectam os países mais pobres, incluindo a crescente desigualdade e o peso da dívida soberana. “A presidência sul-africana do G20 orgulha-se de lançar hoje uma iniciativa que visa a questão da desigualdade global da riqueza – a primeira do G20 – e oferecer um caminho prático para o futuro”, afirmou Cyril Ramaphosa num comunicado. Segundo o governante, a população mundial está ciente de como a desigualdade mina a dignidade e a possibilidade de um futuro melhor, citando a distribuição injusta de vacinas durante a pandemia covid-19 como um exemplo. “As pessoas vêem o impacto da subida dos preços dos alimentos e da energia, da dívida, das guerras comerciais, tudo isto a conduzir para o fosso crescente entre os ricos e o resto do mundo, minando o progresso e o dinamismo económico. Uma nova forma de oligarquia está a tornar-se evidente na nossa economia global”, acrescentou o líder. Joseph Stiglitz destacou que o objectivo do grupo de trabalho é transformar a frustração do público em relação à desigualdade em propostas políticas viáveis ​​para os líderes do G20. “A desigualdade foi sempre uma escolha, e as nações do G20 têm o poder de escolher um caminho diferente numa série de políticas económicas e sociais.” De acordo com o Relatório sobre a Desigualdade Mundial, a metade mais pobre da população mundial detinha apenas 2% da riqueza global em 2021, enquanto os 10% mais ricos controlavam 76% da mesma. O grupo de trabalho inclui outras figuras proeminentes, como a diretora-executiva da ONUSIDA, Winnie Byanyima, e Jayati Ghosh, economista e professora da Universidade de Massachusetts Amherst. Os Estados Unidos da América vão assumir a presidência rotativa do G20 no final deste ano. O G20 foi fundado para coordenar a política financeira após a crise financeira asiática do final da década de 1990, antes de se alargar aos líderes estatais durante a crise financeira mundial de 2008.

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