advertisemen tA Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) promoveu, em Maputo, a 3.ª Conferência Mulheres na Economia, um espaço de reflexão sobre os desafios e oportunidades da participação feminina no crescimento económico nacional. No terceiro painel, dedicado ao tema “Liderança com Impacto: Vozes Femininas na Transformação Económica”, mulheres com trajectórias distintas partilharam as suas experiências de vida e de carreira, bem como os obstáculos que enfrentaram e as soluções que têm vindo a criar para impulsionar mudanças. Na sua intervenção, Cláudia Conceição, directora regional da Corporação Financeira Internacional (IFC) para a África Austral, sublinhou que a liderança feminina deve ser avaliada não apenas pela ocupação de cargos de decisão, mas pelo impacto transformador que gera nas instituições e na sociedade. A dirigente da instituição, com mais de duas décadas de experiência na banca, recordou os desafios de afirmar-se em ambientes dominados por homens e salientou que a resiliência e a integridade foram determinantes no seu percurso. “Liderar com impacto significa transformar mentalidades, instituições e mercados. É abrir espaço para outras mulheres acreditarem que também podem”, afirmou. Cláudia Conceição destacou ainda que a estratégia global do Banco Mundial para o período 2024-2030 estabelece metas ambiciosas, como garantir acesso a capital para 80 milhões de negócios liderados por mulheres, conectar 300 milhões à banda larga e assegurar protecção social a 250 milhões de trabalhadoras do sector informal. Para Moçambique, estas metas representam um desafio acrescido, considerando que o País ocupa a 185.ª posição no Índice de Desigualdade de Género do PNUD ( Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), um dos mais baixos do mundo. Liderar com impacto significa transformar mentalidades, instituições e mercados. É abrir espaço para outras mulheres acreditarem que também podem A empresária e fundadora da Koko Boxes, Karina Jamal, partilhou a experiência de fundar a empresa, uma fábrica de embalagens ecológicas que nasceu de forma improvisada no quarto da sua filha e que, segundo ela, “hoje é uma referência nacional em soluções sustentáveis ​​para substituição do plástico.” Com apenas sete anos de existência, a empresa tornou-se símbolo de como a inovação, aliada à persistência, pode gerar impacto económico e social. “É preciso começar com o que temos. Não quis competir, quis ser melhor, estudando e inovando para oferecer o que o mercado ainda não fazia”, explicou. Para além da aposta em produtos recicláveis ​​e compostáveis, a Koko Boxes distingue-se pela dimensão social: 75% da sua força de trabalho é composta por mulheres, muitas delas em situação de vulnerabilidade, que encontraram na empresa uma oportunidade de emprego e formação. Um apelo à acção colectiva As oradoras convergiram na necessidade de remover barreiras estruturais e culturais que ainda limitam o avanço das mulheres, destacando como prioridades o acesso a financiamento, a educação tecnológica e reformas institucionais que promovam a igualdade de oportunidades. Cláudia Conceição deixou três mensagens-chave: coragem para enfrentar barreiras, criação de alianças inter-geracionais e responsabilidade partilhada para colocar as mulheres no centro da inovação e da transformação económica. O painel encerrou com um apelo à acção colectiva, reforçando que o futuro do País exige uma participação mais activa e inclusiva das mulheres na economia. Como sublinhou Ivandra Jofane, “não basta falar de igualdade, é preciso abrir caminhos concretos para que as mulheres liderem com impacto e transformem a sociedade.” Texto: Nário Sixpenea dvertisement

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