advertisemen tA Mota-Engil, maior empresa de construção civil de Portugal, registou no primeiro semestre deste ano um aumento de 20% no lucro líquido, impulsionado sobretudo pelos projectos em África. O resultado atingiu 59 milhões de euros, contra 49 milhões de euros no mesmo período do ano passado, marcando um recorde histórico para a construtora. Com operações em mais de 20 países, a empresa destacou África como a região que mais contribuiu para este desempenho. As vendas no continente cresceram 59%, para mais de mil milhões de euros, com destaque para os projectos na Nigéria e em Angola, considerados pela companhia como “as regiões com maior crescimento e rentabilidade”. As vendas globais da Mota-Engil subiram 0,5%, totalizando 2,8 mil milhões de euros. Porém, outras regiões tiveram desempenho negativo. Na América Latina, as vendas caíram 27%, para mais de mil milhões de euros, num “período de transição” após dois anos consecutivos de forte crescimento. Na Europa, registou-se também um recuo. As vendas diminuíram 18%, para 242 milhões de euros, resultado influenciado pela venda das operações na Polónia, concluída em Setembro do ano passado. Apesar disso, o grupo conseguiu reforçar a rentabilidade graças a melhorias na sua margem operacional. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) cresceram 13%, alcançando 448 milhões de euros. A margem de EBITDA subiu de 15% para 16%, demonstrando maior eficiência financeira num período de expansão selectiva em várias regiões. A carteira de encomendas da empresa somava 14,7 mil milhões de euros em Junho, mais mil milhões de euros do que no ano anterior. Embora tenha ficado abaixo do recorde de 15,6 mil milhões de euros registado em Dezembro, a Mota-Engil afirmou ter “uma forte perspectiva de receitas para 2026 e além.” O grupo, detido em 40% pela família Mota e em 32,41% pela China Communications Construction Company, uma das maiores construtoras estatais da China, acrescentou que os valores da carteira de encomendas ainda não incluem projectos adjudicados após Junho em Portugal, México e Ruanda, avaliados em 1,4 mil milhões de euros. Fonte: Reuters

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