Mesmo que a Meta tenha decidido suspender novas contratações para os próximos tempos, a empresa tecnológica responsável pelo Facebook e Instagram passou os últimos meses a fazer contratações para a sua nova divisão Meta Superintelligence Labs (MSL) dedicada ao desenvolvimento de Inteligência Artificial. Algumas dessas contratações foram feitas até em empresas rivais como a OpenAI ou a Apple, com a Meta a ‘acenar’ com contratos milionários para convencer investigadores e especialistas em Inteligência Artificial a juntarem-se à empresa. No entanto, como conta a Wired, estes valores não parecem ter sido suficientes para convencer dois investigadores que, após trocarem a OpenAI pela Meta, decidiram voltar à empresa responsável pelo ChatGPT. A publicação conta que Avi Verma e Ethan Knight passaram cada um menos de um mês na Meta antes de tomarem a decisão de regressarem à OpenAI. A Wired conta que Verma e Knight não foram os únicos funcionários da área da Inteligência Artificial que abandonaram a Meta, com Chaya Nayak (que estava há anos na Meta) a também ter decidido abandonar a empresa rumo à OpenAI. Não se sabe o que terá feito estes especialistas em Inteligência Artificial a alterarem os planos e preferirem a OpenAI em detrimento da Meta. É sempre possível que a OpenAI tenha decidido fazer uma oferta monetária superior mas, como disse recentemente a líder da AMD, o aspeto financeiro não parece ser tudo. A Meta, empresa proprietária das plataformas Facebook e Instagram, vai financiar candidatos políticos na Califórnia que defendem regulamentação menos rigorosa da Inteligência Artificial (IA), área em que está a fazer grandes investimentos. Lusa | 07:20 – 27/08/2025 “Dinheiro não é a coisa mais importante” A CEO da AMD, Lisa Su, afirmou recentemente em entrevista à revista Wired que não acredita que os elevados valores envolvidos na contratação de funcionários sejam o suficiente para garantir o melhor talento para determinadas áreas. “Penso que a competição por talento é feroz. Acredito que, apesar de o dinheiro ser importante, não é necessariamente a coisa mais importante quanto estás a atrair talento”, afirmou Su. “É importante estar no ‘código postal’ desses números, mas também é super importante ter pessoas que acreditam mesmo na missão do que estás a tentar fazer”. A resposta dada por Su surgiu na sequência de uma pergunta sobre a atual política de contratações da Meta, com a CEO de 55 anos da AMD a claramente não se mostrar ‘rendida’ à abordagem de Zuckerberg. Leia Também: Facebook prestes a ser ‘inundado’ de imagens e vídeos gerados por IA

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