advertisemen tA empresa petroquímica sul-africana Sasol está a trabalhar para conter o impacto das tarifas mais elevadas sobre as suas exportações de produtos químicos para os Estados Unidos da América (EUA), anunciou o director financeiro da companhia, Walt Bruns, afirmando que poderão afectar 80 milhões de dólares em vendas. De acordo com a Reuters, uma tarifa de 30% imposta pelo Presidente Donald Trump à África do Sul entrou em vigor neste mês, ameaçando a viabilidade de milhares de milhões de exportações da economia mais avançada de África para os EUA. A Sasol, que opera um negócio de produtos químicos nos EUA, também exporta cerca de 10% da sua produção para a maior economia do mundo. “Estimamos que o impacto no nosso negócio seja de cerca de 80 milhões de dólares, dos quais acreditamos que podemos mitigar pelo menos 20 a 30 milhões de dólares”, afirmou Bruns, acrescentando que “alguns dos nossos clientes estão dispostos a permitir-nos repercutir-lhes o custo mais elevado. Se não, então, podemos realocar parte do produto para a Ásia, significando uma mudança do ponto de vista da cadeia de suprimentos.” Por sua vez, o CEO da Sasol, Simon Baloyi, destacou aos analistas que as tarifas dos EUA não representam uma grande ameaça para a empresa. “Produzimos o que vendemos nos EUA”, frisou o responsável. Na segunda-feira (25), a Sasol registou um lucro básico por acção de 10,60 rands (0,6070 dólares) para o ano que terminou a 30 de Junho, em comparação com uma perda de 69,94 rands por acção no ano anterior, devido ao aumento dos preços dos produtos químicos, a um controlo mais rigoroso dos custos e a uma redução das amortizações de activos. A Sasol também beneficiou de um pagamento de 244 milhões de dólares da Transnet, depois de ter alegado, num processo judicial, que a empresa de logística estatal tinha cobrado demasiado pelo transporte de petróleo durante vários anos. A empresa também registou imparidades significativamente mais baixas de 1,1 mil milhões de dólares, em comparação com 4,2 mil milhões de dólares no ano anterior. As reduções de activos estavam relacionadas com as operações das refinarias de combustíveis líquidos Secunda e Sasolburg, com o acordo de partilha de produção de gás e o projecto de exploração em Moçambique e ainda com o negócio italiano de produtos químicos. A Sasol, mais uma vez, não pagou dividendos, uma vez que a sua dívida líquida de 3,7 mil milhões de dólares se manteve acima do limite máximo de 3 mil milhões de dólares (em termos da sua política de dividendos).
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