A gigante de comércio eletrónico Temu voltou, em julho, a fazer envios diretos de encomendas da China para os EUA, fruto do acordo comercial que Pequim assinou com a Casa Branca. O serviço foi suspenso em maio deste ano, depois de em abril o presidente Donald Trump ter feito planos para cancelar a isenção as chamadas “minimis” à China, que taxam em mais de 100% encomendas abaixo dos 800 dólares. A medida arrombou empresas como a Temu, que deve grande parte do seu crescimento “explosivo” à capacidade de enviar milhares de milhões de dólares em encomendas de baixo valor isentas de impostos. Segundo o Financial Times, vários fornecedores, parceiros e investidores do negócio, detido pela PDD Holdings, garantiram agora que a empresa terá reestabelecido no mês passado os envios que gere totalmente, nos quais trata das formalidades logísticas e alfandegárias em nome dos fornecedores. A retoma dos envios surge depois do acordo comercial assinado entre as duas maiores economias do mundo e finalizado em junho, que gerou um alívio à gigante de exportações. Washington concordou em impor uma tarifa de 54% para estas encomendas de baixo valor e, em agosto, os dois países estenderam as tréguas por mais 90 dias. Mesmo com os impostos sobre os produtos chineses, o envio direto de remessas é mais económico do que manter fábricas e “stocks” em solo norte-americano. De acordo com as fontes contactadas pelo jornal britânico, a Temu, com sede em Xangai, terá ainda aumentado o investimento em publicidade nos EUA, depois de ter cortado os orçamentos destinados ao marketing do lado de lá do Atlântico no início da guerra comercial.

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