A ExportaMoz Solutions, empresa dedicada ao apoio à internacionalização de negócios, inaugurou esta terça-feira (26) o Pavilhão Exportador na 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM). Considerada uma plataforma inédita, a iniciativa visa promover as exportações e atrair investimento. “O Pavilhão Exportador é mais do que um espaço de exposição, é um espaço vivo e dinâmico”, afirmou Miguel Jóia, director-executivo da ExportaMoz. Segundo o responsável, o pavilhão é o único da FACIM com stands de todas as províncias, simbolizando a integração nacional. “Acreditamos que o desenvolvimento de Moçambique começa efectivamente nos distritos e, tendo o distrito como foco, é sinónimo de independência económica, que é a agenda governativa”, destacou. O espaço acolherá nos próximos dias workshops, reuniões de negócios e encontros Business to Business (B2B). Haverá também a assinatura de memorandos de entendimento com parceiros como a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), o Conselho Executivo da Província de Inhambane, o Conselho Executivo da Província de Cabo Delgado e a Caetano Moçambique. “O objectivo é lançar bases para parcerias sólidas e sustentáveis, reforçando não apenas a iniciativa ExportaMoz, mas o ecossistema exportador moçambicano como um todo”, sublinhou Miguel Joia, acrescentando que este é o primeiro passo para consolidar Moçambique no mapa internacional das exportações. Na mesma ocasião, Octávio Zefanias, representante da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), considerou que a parceria ExportaMoz–APIEX é um “mecanismo fundamental” para fortalecer as Pequenas e Médias Empresas (PME). “Acreditamos que esta plataforma vai disseminar instrumentos de facilitação do comércio e avaliar a capacidade exportadora do País”, frisou. Inauguração do pavilhão do exportador O representante da APIEX lembrou que as PME enfrentam desafios no acesso ao financiamento, em feiras internacionais e no cumprimento de requisitos de mercado. “Esta parceria vem responder ao desiderato de ver as pequenas empresas a contribuírem significativamente para a balança comercial”, acrescentou. Octávio Zefanias destacou ainda que Moçambique continua dependente de importações. “Para termos divisas, temos de exportar. A exportação garante estabilidade macroeconómica não só das empresas, mas do País como um todo”, alertou. Já Eduardo Macuácua, director-executivo adjunto da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), saudou a iniciativa da ExportaMoz. “Este pavilhão não só vai atrair as empresas que já exportam, mas também aquelas com potencial para entrar nos mercados internacionais”, afirmou. Sublinhou ainda que a CTA tem vindo a apoiar a remoção de barreiras para que as empresas possam competir melhor: “Quem exporta está a exportar mão-de-obra, quem importa está a importar desemprego. Por isso apoiamos firmemente a internacionalização das empresas moçambicanas.” Por seu turno, Yolanda Fernandes, vice-presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, afirmou que o pavilhão deve ser uma montra para o mundo. “Pretendemos que seja um ponto de encontro entre expositores, exportadores e potenciais clientes, bem como um espaço de partilha de compromissos e práticas no mercado de exportação”, disse. A responsável lançou três desafios: transformar Moçambique de consumidor-importador em produtor-exportador, apostar na produtividade interna e criar sinergias entre sector público e privado. “Só podemos ser exportadores daquilo que produzimos. Vamos trabalhar com foco em empregar todas as capacidades para oferecer ao mundo o que de melhor possuímos”, concluiu. Texto: Florença Nhabindea dvertisement

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