advertisemen tO Governo sul-africano anunciou, na sexta-feira (22), que vai permitir a entrada de empresas privadas na operação de comboios de carga da rede ferroviária. A medida tem como objectivo aumentar a eficiência do sistema, numa altura em que a empresa estatal Transnet enfrenta dificuldades em responder à procura, segundo escreveu a Reuters. A Transnet, responsável pelos serviços ferroviários e portuários da África do Sul, tem enfrentado falta de equipamentos e atrasos na manutenção. A situação é agravada pelo roubo generalizado de cabos e pelo vandalismo, factores que levaram o Executivo a recorrer ao sector privado para reforçar a capacidade e reduzir os prejuízos. De acordo com a ministra dos Transportes, Barbara Creecy, 11 das 25 empresas que solicitaram acesso à rede cumpriram os requisitos e avançarão para a fase de negociações e contratação. Sem revelar todos os nomes, a governante confirmou que a empresa de logística Grindrod já recebeu autorização para operar na rede da Transnet. “As empresas que estamos a contratar não vão retirar carga à Transnet, mas sim aumentar a capacidade de transporte que a empresa já assegura”, explicou a ministra. As operadoras obtiveram acesso a 41 rotas, utilizadas sobretudo para o transporte de carvão, minério de ferro, cromo, manganês, açúcar e combustível. As condições dos contratos incluem licenças de segurança ferroviária, disponibilidade de material circulante e garantia de capacidade de descarga nos portos. Segundo a governante, os contratos terão duração variável, entre um e dez anos, e visam reforçar a competitividade da rede ferroviária nacional. Este ano, o Governo concedeu 8,5 mil milhões de dólares em garantias para apoiar a recuperação da Transnet. Contudo, admite ter recursos limitados para financiar infra-estruturas e ultrapassar os atrasos logísticos. A empresa solicitou ainda 2 mil milhões de dólares adicionais em financiamento para assegurar melhorias no seu sistema. Os volumes de carga transportados pela Transnet caíram para 152 milhões de toneladas entre 2023-24, muito abaixo do pico de 226 milhões registado entre 2017-18. O Governo espera que os novos operadores acrescentem 20 milhões de toneladas por ano a partir do próximo exercício, aproximando-se da meta de 250 milhões de toneladas até 2029. Barbara Creecy acrescentou que as empresas poderão ainda aumentar 10 milhões de toneladas na capacidade de exportação de carvão nos próximos três anos.
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