O vice-presidente dos EUA, JD Vance afirmou este domingo que Moscovo fez “concessões importantes” sobre a Ucrânia ao Presidente Donald Trump, desde a cimeira de 15 de agosto no Alasca com o homólogo russo Vladimir Putin.


“Penso que os russos fizeram concessões importantes ao Presidente Trump, pela primeira vez em três anos e meio de conflito, na verdade, eles querem ser flexíveis em algumas das suas exigências fundamentais”, afirmou Vance, numa entrevista à NBC transmitida este domingo.


O enviado americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, está hoje em Kiev, assim como o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, ambos ao lado do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, por ocasião do 34.º aniversário da independência do seu país.


Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, a Rússia “está a discutir o que seria necessário fazer para pôr fim à guerra”.


“É claro que ainda não chegaram lá completamente e a guerra não acabou, mas estamos envolvidos num processo diplomático de boa-fé”, afirmou Vance.


“A guerra não é do interesse de ninguém, nem da Europa, nem dos Estados Unidos, e não achamos que a Rússia ou a Ucrânia tenham interesse em continuar” concluiu.


Apesar dos esforços de mediação lançados pelo Presidente dos Estados Unidos — com a cimeira de Anchorage com Putin e a receção na segunda-feira passada na Casa Branca de Zelensky e seus aliados europeus –, as posições de Moscovo e Kiev parecem irreconciliáveis.


Os dois países em guerra acusam-se mutuamente de bloquear a organização de um eventual encontro entre os seus presidentes.


Na semana passada, a agência Reuters noticiou que Putin já tinha decidido quais são as suas exigências para terminar o conflito na Ucrânia: quer que a Ucrânia renuncie a toda a região oriental do Donbass, que a Ucrânia renuncie às ambições de aderir à NATO e que a Ucrânia permaneça neutra e mantenha as tropas ocidentais fora do país. 


“Putin está pronto para a paz e para o compromisso. Essa é a mensagem que foi transmitida a Trump”, garantiu uma das fontes que alertou ainda para não saber se a Ucrânia está disposta a ceder o Donbass, mas garantiu que caso isso não aconteça a guerra vai continuar. 

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