A Rede Viária de Moçambique (REVIMO), empresa que explora mais de 670 quilómetros de estrada no País, anunciou que no ano passado somou prejuízos estimados em 211 milhões de meticais (3,2 milhões de dólares) devido aos impactos negativos das manifestações gerais que aconteceram no País por mais de cinco meses. “As infra-estruturas viárias concessionadas à REVIMO, incluindo as praças de portagem e os sistemas de cobrança, foram alvos de eventos violentos, com bloqueios das vias, vandalização e queimadas das estradas, no âmbito das manifestações que se seguiram às eleições gerais de 9 de Outubro”, avançou a entidade através de um relatório divulgado pela Lusa. De acordo com a REVIMO, a situação obrigou a empresa a interromper as operações de cobrança em 13 das 16 portagens sob a sua gestão, por causa da falta de condições e afectou 418 colaboradores directos e 1004 indirectos provenientes de instituições subcontratadas, na sua maioria jovens. Segundo o documento, no ano passado, foram contabilizados lucros de 54,7 milhões de meticais (848 mil dólares), uma redução de 65% face aos resultados líquidos de 2023. “As vias concessionadas à REVIMO registaram um tráfego médio diário anual de 76 055 viaturas, um aumento de 42,6% em relação a 2023, enquanto a receita média diária anual aumentou 12,3%, para 7278 milhões de meticais.” A Rede Viária de Moçambique é uma empresa privada com capital maioritariamente público, detida a 68,7% pelo Fundo de Estradas de Moçambique, e os restantes 14,7% dividem-se entre o Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e o Instituto Nacional de Segurança Social. Moçambique viveu desde as eleições de Outubro de 2024 um clima de forte agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Venâncio Mondlane, candidato que rejeita os resultados eleitorais que deram vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder. Segundo organizações não-governamentais que acompanharam o processo eleitoral, cerca de 400 pessoas perderam a vida em resultado de confrontos com a polícia, conflitos que cessaram após encontros entre Mondlane e Chapo, em 23 de Março e em 20 de Maio, com vista à pacificação do País. A empresa é detida em 68,7% pelo Fundo de Estradas de Moçambique, além do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e do Instituto Nacional de Segurança Social, cada um com uma participação de 14,7%.advertisement

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