
“Sempre que há progresso, há também resistência”. A História das mulheres faz-se assim, de avanços e recuos, diz a escritora escandinava Sofi Oksanen, autora do livro “A Guerra de Putin Contra as Mulheres – Uma história antiga de violência e opressão”. De nacionalidade finlandesa e estónia, assina também romances como “A purga”, que tem como pano de fundo a ocupação soviética da Estónia e apresenta um mosaico da sociedade europeia dos últimos 50 anos: a repressão política, o tráfico humano, a violência sobre as mulheres. Conquistou vários galardões literários, como o Prémio Femina, o Prémio Europeu de Melhor Romance e o Prémio Nórdico da Academia Sueca. A (sua) literatura sempre teve um papel político. “Porque é feita de palavras. E as palavras são sempre uma escolha política”.
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