a d v e r t i s e m e n tA empresa pública dos portos de Cabo Virente (Enapor) anunciou nesta terça-feira (19) que todas as doações enviadas por via marítima para São Vicente ficam isentas de tarifas portuárias em seguida a tempestade que causou nove mortos, reportou a Lusa.

“Todas as doações enviadas por via marítima, seja nacionais ou internacionais, ficam isentas de todas as tarifas portuárias. A isenção aplica-se desde que as mercadorias sejam devidamente conferidas pela Alfândega e seja comprovada a sua origem e sorte para fins de doação”, fez saber a Enapor, em transmitido.

Devido às dificuldades de transporte terrestre e à ruína de vários armazéns, a empresa decidiu também alargar para 30 dias o período de gratuitidade da armazenagem de contentores em Porto Grande, no Mindelo.

As medidas vão vigorar durante três meses e têm porquê objectivo facilitar o envio de bens essenciais às populações afectadas e estribar operadores económicos e comerciantes locais na recuperação dos prejuízos provocados pelo mau tempo.

As cheias, ocorridas há uma semana, deixaram bairros inundados, destruíram estradas e pontes, estabelecimentos comerciais e afectaram o provimento de pujança e uma pessoa continua desaparecida.

O Governo cabo-verdiano declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois municípios de São Nicolau.

Outrossim, já foi autenticado um projecto estratégico de resposta que contempla apoios de emergência às famílias, mas também às actividades económicas, com linhas de crédito com juros bonificados e verbas a fundo perdido, justificando a decisão com o “quadro dramático, fabuloso”.

O Governo utilizará os recursos do Fundo Pátrio de Emergência e do Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 precisamente para responder a situações de catástrofes naturais ou impacto de choques económicos externos.

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