O Japão doou 6,5 milhões de dólares para a melhoria de infra-estruturas dos pequenos agricultores ao longo do Galeria do Lobito, via ferroviária que liga Angola a países vizinhos, noticiou a Lusa, nesta segunda-feira, 18 de Agosto.
Segundo a informação disponibilizada, o consonância foi assinado na capital Luanda, entre o Japão e o Gabinete das Nações Unidas para Serviços de Projectos (UNOPS), que será o executor desta iniciativa, a partir de Setembro, e vai beneficiar 620 pequenos agricultores das províncias de Benguela e Huambo, através do desenvolvimento de infra-estruturas de rega e armazenamento.
O consonância foi assinado pelo emissário do Japão em Angola, Sano Hiroaki, e pelo encarregado do Programa do Escritório Multi-países da UNOPS na África Mediano, Frederic Frippiat.
Na sua mediação, o diplomata nipónico frisou que o projecto tem a duração de dois anos, tendo também uma vez que foco a capacitação dos pequenos produtores sobre novas técnicas de produção, manifestando o contínuo esteio do Japão na transferência de tecnologia para o desenvolvimento da lavoura angolana.
Por sua vez, Frederic Frippiat destacou que a melhoria das infra-estruturas é crucial para evitar perdas de produção e aumentar o volume de colheita anual.
O Galeria do Lobito é uma infra-estrutura ferroviária que atravessa Angola ao longo de 1300 quilómetros ligando o porto do Lobito (litoral) à fronteira com a República Democrática do Congo (RDC) para escoar a produção de minerais críticos das regiões do Copperbelt (RDC) e Kolwezi (Zâmbia).
A operação é assegurada pela Lobito Atlantic Railway – consórcio que integra a portuguesa Mota-Egil, a suíça Trafigura e a belga Vecturis –, e deverá narrar com um investimento de quase milénio milhões de dólares, parcialmente financiados pela International Development Finance Corporation (DFC) e pelo Banco de Desenvolvimento da África Meridional.
Leste empreendimento está também inscrito na iniciativa europeia Global Gateway (que visa desenvolver novas infra-estruturas em países em desenvolvimento), tendo a União Europeia anunciado um pacote de 700 milhões de dólares através da Parceria para Infra-estruturas e Investimentos Globais, desenvolvida no contextura do Grupo dos 7 (G7).
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