a d v e r t i s e m e n tOs produtores globais de carvão térmico deverão reduzir a produção devido aos preços persistentemente baixos dos combustíveis fósseis num contexto de incerteza económica, afirmou nesta segunda-feira (18) o CEO cessante da empresa mineira sul-africana Thungela, July Ndlovu.
Segundo noticiou a Reuters, a maior exportadora de carvão térmico da África do Sul, Thungela Resources, registou uma queda de 80% no seu lucro, para 14 milhões de dólares, nos seis meses até 30 de Junho, principalmente devido aos preços mais baixos do combustível fóssil.
A Thungela afirmou que as tensões geopolíticas e o aumento das tarifas estavam a perturbar significativamente as cadeias de fornecimento globais e a restringir o prolongamento parcimonioso, afectando a procura e os preços do carvão. Nem a empresa nem Ndlovu deram mais detalhes.
Os preços do carvão térmico também têm sofrido pressão devido à mudança global do combustível poluente para fontes de vontade mais limpas, muito uma vez que pelo aumento da produção interna nos principais mercados importadores, China e Índia.
De consonância com Ndlovu, os preços baixos podem levar a novos cortes na produção, depois que os principais produtores, Indonésia e Colômbia, reduziram a produção, enquanto a produção da Austrália foi prejudicada por acidentes e mau tempo.
“É provável que uma maior redução da produção ajude a reequilibrar a oferta e a procura no mercado marítimo”, afirmou o responsável. “Espero que a disciplina da oferta continue no porvir”, acrescentou.
A mineradora sublinhou que os preços médios das exportações de carvão térmico na África do Sul e na Austrália caíram 11% e 10%, respectivamente, no primeiro semestre de 2025.
A Thungela ainda espera produzir entre 12,8 milhões e 13,6 milhões de toneladas métricas de carvão térmico na África do Sul oriente ano, e entre 3,7 milhões e 4,1 milhões de toneladas métricas na sua mina de Ensham, na Austrália.
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