a d v e r t i s e m e n tO Governo cabo-verdiano anunciou que 275 pessoas foram realojadas temporariamente em escolas da ilhéu de São Vicente, na sequência da tempestade que provocou nove mortos, noticiou a Lusa, nesta segunda-feira, 18 de Agosto.
“Para prometer a segurança da população face à possibilidade de novas chuvas e enxurradas, foram transferidas muro de 60 pessoas de duas localidades, elevando para 275 o número de realojados”, referiu o Executivo, em transmitido.
As equipas de sensibilização e avaliação de riscos continuam no terreno para seguir famílias que perderam as suas casas e identificar residências situadas em zonas com risco iminente de colapso ou deslizamento.
As cheias, ocorridas há uma semana, deixaram bairros inundados, destruíram estradas e pontes, afectaram o fornecimento de força e uma pessoa continua desaparecida.
O Governo cabo-verdiano declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois municípios de São Nicolau.
Aliás, já foi anunciado um projecto estratégico de resposta que contempla apoios de emergência às famílias, mas também às actividades económicas, com linhas de crédito com juros bonificados e verbas a fundo perdido, justificando a decisão com o “quadro dramático, extraordinário”.
O Governo utilizará os recursos do Fundo Pátrio de Emergência e do Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 precisamente para responder a situações de catástrofes naturais ou impacto de choques económicos externos.
Um navio da Marinha portuguesa atracou na sexta-feira (15) em São Vicente, com 56 militares, equipamentos de remoção de escombros, uma dessalinizadora para o hospital e drones para recolha de imagens aéreas em zonas de difícil chegada, além de mergulhadores e equipas preparadas para concordar a população.
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