a d v e r t i s e m e n tAs direcções de Informação da dependência Lusa, RDP e RTP repudiaram nesta sexta-feira (15) a expulsão dos seus jornalistas de Bissau e acusaram o Governo guineense de “ataque deliberado à liberdade de sentença”.

Numa Nota de Repúdio, os directores dos três órgãos de informação públicos portugueses acusam o Governo guineense de “silenciar os jornalistas” numa “obra discriminatória e selectiva” que configura “um ataque deliberado à liberdade de sentença.

O Governo da Guiné-Bissau decidiu nesta sexta-feira expulsar as delegações da dependência Lusa, da RTP e da RDP do país, suspender as suas emissões com efeitos imediatos e ordenar aos seus representantes que deixem o país até terça-feira (19).

Não foram avançadas razões para esta decisão.

“Consideramos que a expulsão dos nossos jornalistas é um atentado aos princípios fundamentais que norteiam a diligência jornalística. São também, por isso, atitudes que violam a democracia e o estado de recta”, afirmam os três directores de Informação – Luísa Meireles (Lusa), Mário Galego (RDP) e Vítor Gonçalves (RTP).

Na nota, estes responsáveis manifestam a sua solidariedade com os profissionais dos três órgãos em Bissau, muito porquê “a todos os jornalistas que tentam executar um rudimentar pilar da sociedade que é o recta à informação.”

Os directores de Informação exigem por isso que os jornalistas da Lusa, da Rádio e da Televisão da RTP possam continuar a trenar o recta de informar na Guiné-Bissau.

Presidente guineense recusa justificar expulsão

Por sua vez, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, recusou-se neste domingo (17), em Cabo Verdejante, a explicar os motivos da expulsão dos órgãos de informação social portugueses, justificando que o problema é entre a Guiné-Bissau e Portugal.

“É um problema da Guiné-Bissau com Portugal, não é com Cabo Verdejante. Não vou responder a isso”, afirmou o Presidente guineense quando questionado pelos jornalistas, no Palácio do Governo, na cidade da Praia.

“Não vou falar zero sobre Portugal em Cabo Verdejante”, reforçou Sissoco Embaló.

Perante a insistência dos jornalistas sobre a liberdade de sentença e prensa ser um valor universal, Sissoco Embaló rejeitou que estes valores estejam em motivo na Guiné-Bissau.

“Podem ir à Guiné-Bissau e ver se está interditada a liberdade de sentença. Façam-me essa pergunta na Guiné-Bissau”, anuiu.

O Presidente da Guiné-Bissau chegou neste domingo a Cabo Verdejante para uma visitante destinada a manifestar solidariedade aos cabo-verdianos depois a tempestade que atingiu a ilhota de São Vicente, a 11 de Agosto, provocando nove mortos e mais de duas centenas de desalojados, além da ruína de casas, estradas e infra-estruturas de fornecimento de chuva e vontade.

Manadeira: Lusaa d v e r t i s e m e n t

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