
O presidente do Chega, André Ventura, pediu no domingo a destituição da ministra da Gestão Interna, Maria Lúcia Amaral, e anunciou que vai invocar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, “com urgência à Parlamento da República” “O Chega atingiu o seu limite e o Chega vai invocar à Parlamento da República de urgência e vai pedir ao primeiro-ministro que demita a ministra da Gestão Interna”, disse o líder do Chega no domingo, em declarações à Sic Notícias. André Ventura considerou que Luís Montenegro “não compreende que não pode ter uma ministra que ignora o que está a ocorrer, deixa os autarcas sozinhos e que pode manifestar ‘vamos embora’, marimbando-se para as questões que lhe estão a fazer sobre o sofrimento das pessoas”. Fazendo referência às declarações no domingo da ministra da Gestão Interna na sede da Mando Vernáculo de Emergência e Proteção Social (ANEPC), André Ventura disse que o “país ficou estupefacto” pelo facto de Maria Lúcia Amaral entender que “não tem de dar justificação nenhum”. “Um país parar para ouvir uma ministra da Gestão Interna sobre o que é que tem a manifestar, porquê é que vamos ajudar as pessoas que estão a combater o queima sozinhas, sem espeque nenhum, e noutros casos bombeiros que estão destacados a combater o incêndio, e a ministra entende que não responde a zero”, sublinhou. O líder do Chega defendeu que o país necessita de uma ministra que “esteja no terreno e ao lado dos operacionais”. Em relação ao apelo do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, para que o primeiro-ministro convoque a Percentagem Vernáculo de Proteção Social, André Ventura considerou que tal “não vai resolver zero” e que deve ser “um Governo a sério e um primeiro-ministro a sério que vai resolver alguns destes problemas”. A ministra da Gestão Interna prorrogou no domingo até às 24:00 de terça-feira a situação de alerta devido ao risco agravado de incêndio. Durante as suas declarações na sede da ANEPC, a governante recusou responder a questões dos jornalistas e abandonou a sala antes do ponto de situação habitual da Proteção Social. Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Setentrião e Núcleo, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a enunciação do estado de alerta desde 02 de agosto. Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem sisudez, e destruíram totalidade ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, muito porquê explorações agrícolas e pecuárias e extensão florestal. Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Social, ao abrigo do qual deverão chegar, na segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios. Segundo dados oficiais provisórios, até 17 de agosto arderam 172 milénio hectares no país, mais do que a extensão ardida em todo o ano de 2024.
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