Decorridos 50 anos sobre o período mais tenso e instável da democracia portuguesa, marcado por intensos conflitos políticos, sociais e militares, estamos de novo a viver momentos difíceis em que a asserção do Estado é prejudicada diariamente pela incapacidade de servir os cidadãos e de executar as suas principais funções, designadamente as que têm a ver com a proteção das pessoas e dos seus bens. Não se pretende estabelecer qualquer tipo de confrontação entre estes dois períodos. Somente salientar que, tantas décadas volvidas, há uma estranha sensação de que o caminho percorrido fica muita aquém do esperado e que teríamos todas as condições, em privativo depois da integração europeia, para atingir patamares de desenvolvimento poupado e social muito superiores aos que alcançámos.

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