Moçambique vai receber, a partir de Novembro próximo, 5 milhões de dólares por mês com a exportação de 50 megawatts (MW) de electricidade da província de Tete para o Maláui, noticiou a Rádio Moçambique, nesta sexta-feira, 15 de Agosto. Segundo informou, as receitas poderiam atingir 10 milhões de dólares por mês se o Maláui concordasse em importar 100 MW, mas a falta de divisas com que o Governo daquele país se depara tem impedido o negócio. As obras da risco de transmissão de vontade eléctrica de subida tensão de 218 quilómetros e 400 quilovolts, que liga a subestação de Matambo em Tete, Moçambique, à subestação de Phombeya em Balaka, Maláui, estão quase concluídas, faltando somente os trabalhos preliminares no País. O presidente do Juízo de Governo da ESCOM, a empresa de distribuição de electricidade do Maláui, Kankwamba Kumwenda, reconheceu que o método de pagamento da factura da importação desta electricidade será um repto para o seu país, que dispõe de poucas reservas de divisas e tem de satisfazer todas as suas necessidades a partir do estrangeiro. O responsável salientou que o país terá de se reinventar para encontrar divisas, sendo uma das formas a renegociação dos contratos com as empresas locais para que paguem os seus custos de consumo em dólares. Kankwamba Kumwenda falava numa conferência de prensa e admitiu que o Maláui enfrenta uma crise de electricidade, devido à desarranjo de alguns componentes das máquinas que produzem nascente recurso energético. Presentemente, 41 dos 500 MW do país estão fora da rede, o que dita o mapeamento no fornecimento de electricidade, sobretudo nas cidades, o que está a prejudicar a economia do Maláui.

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