Pequim pediu a empresas estrangeiras que evitem aglomerar reservas de terras raras, numa profundeza em que o receio de restrições às exportações está a aumentar a procura destes metais, cruciais para várias tecnologias estratégicas, noticia esta sexta-feira o Financial Times. Segundo fontes citadas pelo jornal, Pequim avisou que o armazenamento excessivo de terras raras e de produtos derivados, uma vez que ímanes usados em motores elétricos, poderá expor as empresas a maiores riscos de escassez. As autoridades estariam também a limitar deliberadamente os volumes de exportação aprovados para travar a geração de grandes inventários no estrangeiro. A China processa murado de 90% do fornecimento mundial de terras raras e fabrica 94% dos ímanes permanentes, tendo usado levante controlo uma vez que instrumento de pressão durante a guerra mercantil com os Estados Unidos. Em abril, colocou sete categorias de terras raras médias e pesadas na lista de controlo de exportações, medida que abrangeu também ímanes permanentes e outros produtos acabados, provocando escassez em setores uma vez que o veículo. Os esforços para impedir que as empresas acumulem grandes inventários, o que lhes daria mais flexibilidade para responder a escassez e flutuações de preços, mostram a regra de Pequim em manter a máxima influência no setor, disseram as fontes. A China colocou, em abril, sete categorias de terras raras médias e pesadas numa lista de controlo de exportações, em resposta às tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. A medida, que também abrangeu ímanes permanentes e outros produtos acabados, provocou escassez em vários setores, particularmente na indústria veículo. Embora Washington e Pequim tenham acordado esta semana uma novidade extensão de 90 dias na guerra mercantil, o controlo chinês sobre o fornecimento de terras raras continua a ser uma secção importante das negociações. Pequim controla a produção de terras raras através de quotas de extração e processamento. No ano pretérito, somente duas empresas estatais receberam quotas. A China exportou 3.188 toneladas de ímanes permanentes de terras raras em junho, mais do duplo do volume de maio, mas menos 38% do que no mesmo mês do ano pretérito. Nos três meses até junho – desde que Pequim impôs as restrições comerciais – as exportações de ímanes ficaram murado de metade do volume registado no mesmo período do ano anterior. Um estudo do Parecer Empresarial EUA -China, realizado em julho, indicou que metade das empresas inquiridas viu os seus pedidos de exportação pendentes ou rejeitados, sobretudo quando o volume excedia a média histórica.

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