O representante da KPMG em Moçambique, Joaquim Muando, apelou a que as empresas adoptem maior rigor na definição de limites e políticas de gestão do risco, defendendo que esta função deve estar no núcleo da governação corporativa. A mediação teve lugar no tela sobre gestão de riscos corporativos e compliance, integrado no 1.º Congresso de Governação Corporativa de Moçambique, que decorre esta quinta-feira (14) em Maputo. Muando sublinhou que cabe ao Recomendação de Governo definir a chamada “apetência pelo risco” e estabelecer balizas claras para a assunção de riscos, equilibrando retorno e segurança. “Se não há risco, não há retorno, mas é preciso saber até onde se pode ir”, afirmou, lembrando que decisões estratégicas, porquê investir activos próprios ou mourejar com parceiros associados a actividades ilícitas, exigem critérios objectivos e prudentes. O responsável da KPMG destacou ainda que a cultura de risco deve ser liderada pelo topo da organização, com um compromisso evidente da liderança em alinhar práticas internas com padrões de conformidade e prevenção. Para tal, defendeu a realce clara de funções entre órgãos sociais: o Recomendação de Governo porquê responsável por definir e implementar a estratégia de risco; o Recomendação Fiscal porquê supervisor independente do seu cumprimento; e a Plenário Universal porquê instância de accountability, que deve questionar e escrutinar, em vez de exclusivamente validar relatórios e contas. Segundo Muando, o papel de supervisão dos órgãos sociais deve ir além da verificação formal de contas, abrangendo a prevenção e mitigação de riscos corporativos, incluindo riscos reputacionais, financeiros e de branqueamento de capitais. “A gestão do risco não é exclusivamente uma função técnica — é um compromisso de liderança que protege o património e a reputação das empresas”, concluiu. O tela decorreu no contextura do 1.º Congresso de Governação Corporativa de Moçambique, promovido pela a Associação Instituto Moçambicano De Governação Corporativa (IGCMZ) com base do Standard Bank, que reúne administradores, gestores e especialistas nacionais e internacionais para discutir práticas modernas de governação nos sectores público e privado. Texto: Felisberto Ruco
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