A gestão estratégica das partes interessadas deve passar a ocupar um lugar médio na governação corporativa, afirmou Iolanda Macamo Waze, administradora do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGCMZ), durante a sua mediação no tela sobre gestão de stakeholders. A responsável defendeu que as organizações moçambicanas devem desenvolver uma cultura interna que responda, de forma equilibrada, às expectativas tanto dos investidores uma vez que das comunidades locais.

Segundo Macamo Waze, a preocupação com as relações institucionais tem vindo a crescer nas últimas décadas, acompanhando a evolução global da governação corporativa.

“Se até há pouco tempo a atenção estava centrada unicamente na conformidade fiscal, hoje reconhece-se que é necessário gerir activamente a relação com todos os stakeholders”, afirmou, lembrando que estes incluem, além dos accionistas e gestores, trabalhadores, fornecedores, reguladores, clientes e sociedade em universal.

A administradora assinalou que a ingressão de novos investidores em Moçambique, associada à invenção de recursos naturais e à premência de financiamento extrínseco, impõe novas exigências às empresas.

“O nosso envolvente de negócios continua a ser percepcionado uma vez que contrário, devido a fraudes, instabilidade económica e deficiências de notícia com as partes interessadas”, alertou, sublinhando que essa percepção compromete a fascinação de capital e a realização eficiente de projectos.

Entre os principais desafios apontados, destacou-se a dificuldade de notícia eficiente com os stakeholders, a interferência indevida dos accionistas na gestão e os conflitos recorrentes entre gestores e investidores. Macamo Waze ilustrou com casos de lançamento de produtos sem consulta prévia ao mercado, o que gera desencontros entre as expectativas do público e as decisões empresariais.

Notícia ineficaz com stakeholders, mediação indevida de accionistas e lançamentos sem ouvir o mercado geram conflitos na gestão empresarial.

A responsável defendeu ainda um mapeamento rigoroso dos stakeholders, com identificação das suas expectativas, necessidades e intensidade de influência, e recomendou que estes grupos sejam envolvidos nos processos de tomada de decisão. Para medir o impacto das acções empresariais, sugeriu a definição de indicadores uma vez que a taxa de satisfação da comunidade, número de empregos gerados, benefícios sociais e impacto ambiental.

“A cultura organizacional deve reflectir uma novidade forma de pensar a governação, centrada no estabilidade entre o retorno financeiro e a responsabilidade social”, concluiu, apelando a uma novidade agenda para os que governam as empresas.

O Instituto Moçambicano de Governação Corporativa (IGCMZ) é uma associação moçambicana sem fins lucrativos que se dedica à promoção de boas práticas de governação nas empresas e instituições. Criado em 2007, o IGCMZ organiza palestras, congressos, formações e outras actividades para publicar princípios uma vez que a moral, a transparência e a responsabilidade social. A sua feito também passa pela produção de estudos, formação de profissionais e colaboração com organizações nacionais e internacionais que partilham os mesmos valores.

O tela decorreu no contexto do 1.º Congresso de Governação Corporativa de Moçambique, promovido pelo Standard Bank, que decorre esta quinta-feira (14), em Maputo. O evento reúne administradores, gestores e especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios e oportunidades da governação moderna nos sectores público e privado.

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