A mineradora irlandesa Kenmare retomou a produção nas minas de areias pesadas de Moma, na província de Nampula, na sequência de um negócio obtido com o Governo, anunciou na terça-feira, 12 de Agosto, o porta-voz do Recomendação de Ministros, Inocêncio Impissa, citado pela Escritório de Informação de Moçambique. “Penso que o diferendo já está ultrapassado, quer da nossa segmento, quer da segmento da Kenmare. Já há um entendimento”, afirmou Inocêncio Impissa, sem, no entanto, revelar a data da assinatura nem o teor do negócio. Segundo o porta-voz, as negociações visaram encontrar um estabilidade nos ganhos a que os moçambicanos têm recta pela exploração do projecto, depois de 25 anos de vigência da licença, que expirou em Dezembro de 2024. “O que a Kenmare desembolsou nos últimos 25 anos estava muito aquém do que era razoável”, sublinhou. O novo entendimento, acrescentou, “não penaliza nem os moçambicanos, nem o operador”, permitindo assim a retoma das operações. A empresa enfrentava, até Junho, dificuldades na renovação da licença, com questões ligadas à responsabilidade social. Comunidades locais tinham organizado protestos violentos, chegando a ameaçar incendiar o empreendimento. A Kenmare reassentou muro de três milénio famílias no contextura dos compromissos assumidos, sendo que desenvolve também projectos sociais e económicos nas áreas de saúde e ensino. No entanto, em 2024, manifestantes invadiram as instalações da mineradora, alegando incumprimento das promessas de responsabilidade social. Em 2022, a companhia já havia submetido formalmente o pedido de renovação da licença do projecto Moma.
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