Os mercados financeiros estão cada vez mais certos de que a Suplente Federalista (Fed) dos Estados Unidos vai trinchar juros em setembro. A perspetiva está a cevar o “rally” das ações mundiais, que atingiram novos máximos de sempre.


O índice global MSCI All Country World Índice tocou pela primeira vez os 954,21 pontos, enquanto os norte-americanos S&P 500 e Nasdaq também tocaram recordes pela segunda sessão consecutiva. Os principais índices europeus foram contagiados pelo otimismo. O índice de referência para a Europa Stoxx 600 avançou 0,54% para os 550,85 pontos, enquanto o germânico DAX subiu 0,67% e o espanhol IBEX 35 pulou 1,08%. Por cá, o PSI subiu 0,06% para 7.759,56 pontos, com nove das 15 cotadas no verdejante.


Os mercados dão porquê praticamente certa uma redução de 25 pontos-base pela Fed norte-americana já no próximo mês, depois de os dados da inflação de julho do lado de lá do Atlântico terem ficado em traço com as expectativas dos analistas, ao mesmo tempo que o mercado laboral da maior economia mundial debutar a dar sinais de desgaste.


O decisor de política monetária dos EUA ainda não mexeu nas taxas diretoras leste ano, ao contrário do congénere europeu, o que tem sido claro de críticas pela Governo de Donald Trump. Ainda esta quarta-feira o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu que as taxas de rendimento norte-americanas estão “muito restritivas” e deveriam estar 150 a 175 pontos-base aquém do nível atual.


Em entrevista à Bloomberg, Bessent afirmou que a Fed poderá iniciar “uma série de cortes” nos próximos meses, começando já no encontro marcado para 16 e 17 de setembro. “Há uma poderoso verosimilhança de um golpe de 50 pontos-base”, disse o responsável, sobre a taxa diretora que está atualmente no pausa de 4,25% a 4,5%.


Depois as declarações e face ao ajuste de expectativas dos “traders”, a “yield” das obrigações do Tesouro dos EUA a dois anos caiu mais de 6 pontos-base para 3,67% e, a 10 anos, na mesma dimensão para 4,231%. Por seu vez, o dólar enfraqueceu 0,33%.


Petróleo desvaloriza com previsões da AIE


No mercado petrolífero, os preços caíram depois de a Escritório Internacional de Virilidade (AIE) ter aumentado a sua previsão para o incremento da oferta de petróleo leste ano, ao mesmo tempo que reduziu a sua previsão para a procura por combustíveis.


O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cedeu aquém dos 63 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – desvalorizou para menos de 66 dólares por barril.


A AIE referiu no seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero, publicado esta quarta-feira, que a produção suplementar de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) a partir de 1 de setembro pode desequilibrar o mercado, tendo em conta o abrandecimento no aumento da procura de petróleo previsto para 2025 e 2026.


Ainda assim, a limitar as perdas estiveram outros comentários do secretário do Tesouro dos EUA, na mesma entrevista à Bloomberg. Scott Bessent disse também que as sanções contra a Rússia ou as tarifas secundárias a compradores de “ouro preto” produzido no país poderiam aumentar se a reunião de sexta-feira entre o Donald Trump e Vladimir Putin não decorrer muito.


Entretanto, no seu relatório mensal divulgado na terça-feira, a OPEP+, ao contrário da AIE, elevou a sua previsão para a procura global de petróleo para o próximo ano e reduziu as estimativas de incremento da oferta de crude dos Estados Unidos e de outros produtores que não pertencem ao privilégio.


Já as reservas de petróleo bruto nos EUA, o maior consumidor mundial de crude, aumentaram em tapume 3,04 milhões de barris na semana terminada a 8 de agosto, segundo dados divulgados esta tarde pela AIE.

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