Amanhã, terça-feira, termina a trégua mercantil de 90 dias acordada entre os EUA e a China com vista à negociação de um combinação entre os blocos económicos. Um momento que está a ser aguardado com grande expectativa pelos mercados, devido ao peso mercantil que os dois países representam na economia global. E o Presidente americano, Donald Trump, aproveitou o término do prazo para enviar um “recado” ao congénere chinês. “A China está preocupada com a falta de soja. Os nossos grandes agricultores produzem a soja mais robusta. Espero que a China quadruplique rapidamente as encomendas de soja. Esta é também uma forma de reduzir substancialmente o défice mercantil entre a China e os EUA. Vamos providenciar um serviço rápido. Obrigado Presidente Xi”, lê-se na publicação feita por Donald Trump na rede social Truth Social. Segundo a sucursal de notícias Reuters, o contrato de soja mais negociado na Bolsa de Chicago (CBOT), subiu 2,1% em reação às declarações do Presidente americano, sendo que nos dias anteriores tinha registado poucas variações. O alqueire de soja estava a negociar nos 10,08 dólares (tapume de 8,66 euros ao câmbio atual). Apesar do “piscar de olho” de Donald Trump à China, que no ano pretérito importou 105 milhões de toneladas métricas de soja, sendo que 25% tiveram origem nos EUA, sendo o resto importado maioritariamente do Brasil – com quem a China tem vindo a estreitar laços, inclusive no moca, justamente por razão das tarifas norte-americanas. Ou seja, a intenção de Donald Trump de que a China multiplique por quatro a importação de soja americana obrigaria a que praticamente toda a soja comprada pelo país asiático tivesse origem nos EUA. Apesar de o término do prazo para a trégua mercantil terminar nesta terça-feira, 12 de agosto, existe a possibilidade de um novo prazo de trégua vir a ser definido, para dar mais tempo aos países de negociarem um combinação mercantil mais vasto.

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