A inflação em Angola voltou a suavizar no mês de Julho, fixando-se em 19,48% em termos homólogos. Segundo o Instituto Pátrio de Estatística (INE), esta taxa representa uma redução de 0,25 pontos percentuais (p.p) face a Junho e menos 11,61% em relação ao mesmo mês de 2024.
De conciliação com os dados divulgados na sexta-feira, 8 de Agosto, a classe “saúde” registou o maior aumento no índice de preços, com uma variação de 25,12%. Seguiram-se “as bebidas alcoólicas e o tabaco” (21,82%), “os hotéis, cafés e restaurantes” (21,34%) e “o vestuário e calçados” (20,90%).
No que diz saudação ao contributo para a subida universal dos preços, a “alimento e bebidas não alcoólicas” tiveram o maior peso, com 12,04 p.p. Depois surgem “os bens e serviços diversos” (1,47%), “a saúde” (1,04 p.p) e “o transporte” (1,01%). As restantes classes contribuíram com menos de 1% para a variação totalidade.
Entre as províncias com menor aumento de preços destacam-se Luanda (17,27%), Huambo (17,38%) e Malanje (17,53%). Estes valores indicam que algumas regiões conseguiram controlar melhor a inflação.
Por outro lado, as maiores variações ocorreram em Cabinda, que registou 29,57%, seguida do Namibe (25,21%) e do Cuanza-Setentrião (24,47%). Estes números mostram diferenças significativas no comportamento dos preços entre as províncias.
O INE salientou que os resultados de Julho confirmam a tendência de abrandecimento da inflação face ao ano anterior. No entanto, algumas classes de produtos e determinadas províncias continuam a registar aumentos de preços supra da média vernáculo.
Manadeira: Jornal de Angola
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