
A Parvalorem, que deverá fechar até 2027, está a propor rescisões aos seus trabalhadores, segundo os sindicatos, que pedem aos funcionários que consultem os seus serviços jurídicos antes de assinarem qualquer documento, considerando a minuta genérica. Em enviado divulgado esta quinta-feira, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Vernáculo dos Trabalhadores da Carteira, Seguros e Tecnologias (SBC) apontam que a minuta de revogação do contrato de trabalho enviada a todos os trabalhadores “é genérica, sendo posteriormente adaptada a cada caso”. No documento emitido depois uma reunião com a gestão da Parvalore e da Imofundos que decorreu na quarta-feira, os três sindicatos, afetos à UGT, apontam que faltam as especificidades de cada trabalhador, uma vez que antiguidade. “Isto quer expor que o texto dos acordos vai variar de trabalhador para trabalhador, pelo que os sindicatos alertam os sócios para a valimento de solicitarem aos respetivos serviços jurídicos a estudo do documento antes de o assinarem”, alertam, acrescentando que mantêm na íntegra as condições de trabalho até à sua saída. A Parvalorem foi criada pelo Estado para recuperação de créditos e desvairo/liquidação de ativos do vetusto Banco Português de Negócios, sendo que vai ser cândido de liquidação e fecho até 2027, até quando terá de revogar os vínculos com os seus trabalhadores. Na sequência da restruturação, a empresa lançou um programa para a celebração de acordos de rescisão com os trabalhadores que permite o entrada ao subvenção de desemprego. “Nos próximos três anos, em paralelo à redução de ativos sob gestão, a empresa irá promover uma restruturação e redução anual do quadro de trabalhadores através do programa de rescisões, que contemplará acordos e a promoção de empregabilidade, maximização das indemnizações, manutenção das condições dos créditos concedidos e um seguro de saúde”, explicam. A data de saída será escolhida pelos trabalhadores até final de outubro deste ano. No caso da Imofundos, empresa gestora de fundos de investimento imobiliário, a gestão disse aos sindicatos que ainda não há uma solução para a empresa e que a decisão depende da tutela — o Ministério das Finanças. Questionada sobre as revisões salariais nas duas empresas, a gestão disse que a tutela autorizou um aumento da tábua salarial em 2,15% para as duas empresas, com efeitos retroativos a janeiro, representando um aumento da volume salarial em 1,6%. Com os efeitos automáticos decorrentes e previstos no convenção de empresa, esta revisão significa um aumento confederado da volume salarial na ordem dos 3,65% para as duas empresas.
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