Os dados constantes do Purchasing Managers Índice™ (PMI) do Standard Bank denotam que a diligência empresarial no País registou no mês pretérito o maior propagação dos últimos dois anos, com o trabalho também a aumentar, pelo segundo mês continuado. De combinação com um documento consultado nesta terça-feira, 5 de Agosto, o índice subiu de 50,2 em Março para 50,5 em Abril, ficando supra do valor neutro de 50 pelo terceiro mês continuado. Entretanto, em Maio, o mesmo caiu para 49,6 pontos e em Junho para 49,1, sendo que em Julho retornou a terreno positivo, de 50,7. “Os indicadores supra de 50 apontam para uma melhoria nas condições das empresas em relação ao mês anterior, ao passo que indicadores inferior desse valor mostram uma deterioração”, avança o relatório. O estudo descreve que “as condições das empresas em Moçambique melhoraram em Julho pela primeira vez em três meses, com a diligência a expandir-se fortemente em resposta aos níveis mais elevados de novos negócios, sendo a taxa de propagação mais acentuada dos últimos dois anos.” Segundo o documento, o trabalho também registou melhorias, assinalando o segundo aumento mensal continuado, embora as aquisições e inventários de meios de produção tenham minguado. “Os preços de venda mantiveram-se inalterados posteriormente aumentos consecutivos, uma vez que as empresas procuraram manter os preços estáveis num envolvente de custos benigno”, referiu. “O índice assinalou uma ligeira melhoria da saúde da economia do sector privado. As empresas no País registaram um aumento das vendas no início do terceiro trimestre, uma vez que as condições da procura melhoraram em relação ao mês de Junho”, aponta o Standard Bank. “A produção aumentou em todos os outros sectores, com limitação do transacção a grosso e a retalho, em que a diligência totalidade manteve-se sólido. O acréscimo das vendas levou a uma subida dos níveis de trabalho no sector privado em Julho. O aumento da capacidade de mão-de-obra ajudou as empresas a perceber a maior redução dos seus atrasos”, evidenciou. Citado no estudo, o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, afirmou que o indicador de Julho “sugere uma recuperação da diligência económica no início do terceiro trimestre de 2025, verificando-se aumentos mensais na maior segmento dos subíndices do PMI, incluindo na produção, nas novas encomendas, no trabalho e nos prazos de entrega dos fornecedores.” No entanto, Mussá avança que se observa um declínio nas aquisições e nos ‘stocks’, o que sugere que a fraca disponibilidade de moeda externa pode estar a afectar negativamente a situação. “Mantém-se a previsão de uma recuperação lenta do propagação poupado, decorrente dos efeitos da tensão pós eleitoral, das pressões fiscais e das pressões de liquidez em moeda externa”, concluiu.advertisement
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