O ministro da Saúde, Ussene Isse, confirmou que vão inaugurar em breve os trabalhos de restauração do Hospital Distrital de Vilankulo, localizado na província de Inhambane, na região sul de Moçambique, simulado no pretérito por sucessivos ciclones. Citado pela Lusa, o governante explicou que o orçamento já está guardado e que conta também com o base do Banco Mundial. “Há várias infra-estruturas que sofreram com a ocorrência de ciclones. No programa do Governo está prevista a restauração do Hospital Distrital de Vilankulo, que beneficia mais de 150 milénio habitantes daquela região. Para a materialização do projecto, contamos com o base de vários parceiros, inclusive do Banco Mundial”, afirmou. De harmonia com o responsável, trata-se de uma unidade sanitária de referência ao nível da província de Inhambane e que foi afectada pelos desastres naturais que aconteceram no País, nas últimas épocas chuvosas, com destaque para os ciclones Dineo, Jafete, Filipo e Guambe. “O sector da saúde em Moçambique enfrenta vários desafios, agravados também, nos últimos três anos, por greves e paralisações convocadas por médicos e diferentes profissionais, exigindo melhorias das condições de trabalho e revisão de políticas salariais”, recordou. Segundo dados do Ministério da Saúde, o País tem um totalidade de 1778 unidades de saúde, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais. No ano pretérito, o Instituto Pátrio de Gestão de Risco de Desastres (INGD) alertou que os ciclones e cheias já provocaram pelo menos 829 óbitos e afectaram perto de quatro milhões de pessoas nos últimos dez anos em Moçambique. “No período 2015-2024, tivemos o registo de 14 sistemas tropicais (tempestades e ciclones tropicais), com destaque para os ciclones tropicais Dineo, Idai, Kenneth, Guambe, Ana, Gombe, Freddy e Fillipo. Registaram-se também inundações urbanas e cheias nas bacias hidrográficas de Messalo, Lúrio, Ligonha, Meluli, Licungo, Zambeze, Búzi, Save, Mutamba, Inhanombe e Umbeluzi”, destacou a entidade na profundidade. Neste sentido, para responder aos desafios impostos ao longo da última dez, o Governo, através do INGD e parceiros, concebeu vários instrumentos e projectos com vista a mitigar os impactos, incluindo planos anuais de contingência, sistemas de aviso prévio e activação do Fundo de Gestão de Calamidades.advertisement
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