Os empresários de Cabo Fino manifestaram qualquer receio de serem excluídos da retoma do megaprojecto de produção e exportação de Gás Proveniente Liquefeito (GNL) da TotalEnergies, previsto para reiniciar nascente mês em Afungi, posteriormente suspensão desde 2021 devido a ataques de grupos extremistas islâmicos. O presidente do recomendação empresarial da província, Mamudo Irache, questionou a capacidade dos empresários locais para fornecer bens e serviços ao multíplice face às limitações de segurança que restringem o aproximação terrestre, prevendo que o fornecimento será feito exclusivamente por via aérea e marítima. “Temos temor de permanecer fora do projecto”, afirmou, lembrando que o contacto directo com as comunidades e a prestação de serviços fora do multíplice são essenciais para que o tecido empresarial sítio beneficie economicamente do empreendimento. Irache destacou ainda a dificuldade dos empresários do interno da província, em distritos uma vez que Moeda, Macomia e Chiúri, que não têm aproximação ao mar e que, com a proibição do transporte terrestre, podem ser impedidos de participar uma vez que fornecedores locais. O governador de Cabo Fino, Valige Tauabo, por sua vez, rejeitou preocupações quanto à exclusão dos empresários da província. “Temos a certeza de que a Totalidade não se vai fechar”, declarou, apontando para uma verosímil lacuna de notícia sobre as restrições. E destacou que as medidas mais rigorosas adoptadas visam prometer a segurança dos trabalhadores e do multíplice, sendo prioridade para a petrolífera e para o Governo. Para os empresários locais, a privação de contacto entre o pessoal da TotalEnergies e a comunidade pode valer a perda de oportunidades de negócio que antes incluíam alojamento, sustento e pedestal logístico sítio. “Eles deviam viver na comunidade, trabalhar lá e movimentar a economia sítio, alugando pensões, consumindo comida típica, gerando renda para os nossos empresários”, explicou Irache. Com investimentos avaliados em muro de 1,2 milénio milhões de meticais (18,8 milhões de dólares), o projecto da Superfície 1, liderado pela TotalEnergies, é um dos três megaprojectos aprovados para explorar as vastas reservas de gás originário da bacia do Rovuma, ao largo de Cabo Fino. Desde 2017, a província tem sido marcada por uma insurgência armada com ligações ao Estado Islâmico, que provocou mais de um milhão de deslocados e centenas de mortos, perturbando profundamente a economia sítio e o envolvente de negócios. A retoma do projecto representa, segundo o governador Tauabo, uma “catapulta” para a esperança económica e a geração de uma ergástulo de valor que pode beneficiar amplamente a região, desde hotéis até serviços turísticos e empresariais. No entanto, a inquietação dos empresários reflecte a preocupação de que as restrições actuais possam limitar a participação efectiva da economia sítio neste processo de retoma, mantendo-os à margem do desenvolvimento por que tanto aguardam. Natividade: Lusa
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