O Presidente angolano, João Lourenço, anunciou que o Governo vai subscrever apoios para às empresas vandalizadas em várias províncias, durante as manifestações, classificando os actos uma vez que sendo de “sabotagem a economia”.

“O Executivo angolano decidiu subscrever, já na próxima segunda-feira, 4 de Agosto, medidas de suporte às empresas atingidas pela vaga de vandalismo, com vista à mais rápida reposição de ‘stocks’ e manutenção dos postos de trabalho ameaçados”, anunciou o director de Estado, durante uma mensagem à pátria transmitida na Televisão Pública de Angola.

Para João Lourenço, os ataques contra estabelecimentos comerciais privados “só vêm desencorajar o investimento privado e, com isso, reduzir a oferta de bens e serviços e de tarefa para a população”, acrescentando que “por isso esses actos só podem ser entendidos uma vez que de sabotagem à economia, com vista a aumentar a situação social que vivemos”.

“Vinte e três anos depois do término do conflito armado e no ano em que o País comemora 50 anos da proclamação da sua Independência Vernáculo, não podemos concordar nem tolerar mais dor e luto entre os angolanos”, vincou.

O epicentro da violência foi a cidade de Luanda, mas registaram-se incidentes também em Benguela, Huíla, Huambo, Malanje, Bengo e Lunda Setentrião

Lourenço garantiu que o Estado está a fazer o seu melhor, investindo na extensão social, na saúde, ensino, habitação e geração de tarefa, com a recepção massiva de profissionais e com as grandes obras públicas de construção de infra-estruturas.

O Presidente angolano sublinhou que a ensino dos jovens “não está nas plataformas e redes sociais, que não têm rosto nem identidade, mas na família, na escola e na comunidade”, realçando que o Estado, a família, as igrejas e as organizações da sociedade social têm ainda muito trabalho por fazer nos domínios da ensino cívica, moral e académica dos adolescentes e jovens.

A paralisação dos taxistas, iniciada a 28 de Julho e que se estendeu por três dias, degenerou em tumultos e actos de violência, com pilhagens, incêndios e ataques a estabelecimentos e meios de transporte.

De conformidade com o último balanço da Polícia Vernáculo, os distúrbios provocaram 30 mortos e 277 feridos. Entre os bens destruídos estão 118 estabelecimentos comerciais, 24 autocarros públicos, mais de 20 viaturas particulares, cinco viaturas das forças de segurança, uma motorizada e uma ambulância, muito uma vez que, foram detidas também 1515 pessoas.

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