Um grupo de cientistas sul-africanos da Universidade de Witwatersrand vão iniciar um processo de seringação de material radioactivo nos cornos de rinocerontes, com o objectivo de combater a caça ilícito.
De tratado com uma publicação da BBC News Africa, a operosidade vai percurso no contexto do projecto “Rhiisotope” lançado nesta sexta-feira, 1 de Agosto, em seguida seis anos de pesquisa e testes, sublinhando que o método permitirá que agentes da alfândega detectem cornos contrabandeados enquanto são transportados pelo mundo.
“O nosso objectivo é implementar a tecnologia Rhisotope em graduação para proteger uma das espécies mais icónicas e ameaçadas. A África do Sul tem a maior população de rinocerontes do mundo, e centenas desses animais são caçados ilegalmente todos os anos”, afirmou Jessica Babich, patrão do projecto.
A responsável esclareceu que além de proteger os rinocerontes, a iniciativa vai servir para salvaguardar o património originário, frisando que “testes conduzidos no estudo-piloto, que envolveu 20 rinocerontes, confirmaram que o material radioactivo não era prejudicial aos animais.”
“Demonstrámos, além de qualquer incerteza científica, que o processo é completamente seguro para o bicho e eficiente em tornar o chifre detectável pelos sistemas de segurança nuclear alfandegários internacionais”, sustentou James Larkin, um dos professores da Universidade de Witwatersrand que também esteve envolvido no projecto.
Os pesquisadores, que trabalharam em sintonia com a Sucursal Internacional de Virilidade Atómica, descobriram que cornos podem ser detectados até mesmo dentro de contentores de transporte de 40 pés.
Dados da instituição de humanitarismo conservacionista Save the Rhino indicam que, todos os anos, desde 2021, mais de 400 rinocerontes são caçados ilegalmente na África do Sul. Os cornos dos animais africanos são frequentemente exportados para mercados asiáticos, onde são usados na medicina tradicional e também vistos uma vez que um símbolo de status. “Rinocerontes brancos são considerados ameaçados, enquanto rinocerontes negros estão criticamente em risco”, concluiu.
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