Os pedidos de crédito à habitação ao abrigo do regime da garantia do Estado de suporte aos jovens na compra de vivenda já chegam para esgotar a quota atribuída ao Santander na medida: os 9.100 pedidos feitos totalizam 1,7 milénio milhões de euros. Note-se que a quota atribuída aos bancos diz reverência ao uso da garantia propriamente dita e não ao volume de crédito. Sendo que a garantia tem um teto de 15% que é atingido na vasta maioria dos casos, a quota de 259 milhões de euros atribuída ao Santander implica um volume de crédito de 1,7 milénio milhões – exatamente o montante totalidade que os clientes do Santander já pediram. O que significa que se todos estes pedidos forem aprovados, o Santander esgotará a sua quota. No entanto, para já, o uso efetivo é de aproximadamente 30%, revelou o gestor Miguel Belo de Roble. São tapume de 500 milhões de euros de crédito contratado com garantia pública. Sendo que pelo menos para já não há intenção de pedir um reforço: “não temos pressa”, afirmou o gestor Miguel Belo de Roble. A garantia pública de suporte aos jovens até aos 35 anos na compra de habitação própria e permanente com recurso a crédito lançada pelo Governo chegou ao terreno no início do ano e pretende combater a crise de chegada à habitação. Uma crise que só piorou no último ano, acredita o CEO do Santander. “No desequilíbrio entre procura e oferta estamos muito pior do que há um ano”, disse Pedro Castro e Almeida. Sendo que o grande problema “é o preço das casas”. Desse ponto de vista, o banqueiro sublinha que a garantia pública tem pontos positivos e negativos: se por um lado, “havia uma franja da população que não podia comprar vivenda e assim conseguem”, por outro, “é uma medida do lado da procura. E medidas na procura deviam ser acomopanhadas por outras do lado da oferta”.

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