No contexto dos seus trabalhos de reorganização, a empresa estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) lançou um concurso para o arrendamento de curta duração de cinco aeronaves, face às necessidades de melhoria operacional, sublinhando que a decisão faz secção do seu projecto de investimentos. De entendimento com um expedido da transportadora, o arrendamento das aeronaves visa também responder à crescente procura por serviços de aviação a nível pátrio e regional, impulsionada pelos megaprojectos de electricidade, petróleo e gás, e pela indústria do turismo. A companhia referiu que o concurso está franco a todas as empresas nacionais e estrangeiras interessadas no procedimento, a transcurso até 22 de Agosto, através de licitação “para arrendamento de curta duração de até cinco aeronaves, em regime de ‘wet lease’, ou seja, aeronaves totalmente operacionais, incluindo tripulação, manutenção e seguro.” Há vários anos que a LAM enfrenta problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à deficiente manutenção das aeronaves. Só em 2021, a LAM registou um prejuízo de mais de 1,4 milénio milhões de meticais (21,7 milhões de dólares), em 2022 com 448,6 milhões de meticais (6,9 milhões de dólares), em 2023 com 3,9 milénio milhões de meticais (60,5 milhões de dólares) e em 2024 com registo de 2,2 milénio milhões de meticais (34,1 milhões de dólares). Entretanto, em Fevereiro, o Executivo anunciou a loucura de 91% das acções do Estado na companhia aérea através de negociação privado. O valor estimado a ser arrecadado com a venda das acções do Estado, tapume de 130 milhões de dólares (8,3 milénio milhões de meticais), deverá destinar-se à obtenção de oito novas aeronaves e à reorganização da empresa. O Presidente da República afirmou que há raposas e corruptos na LAM que impediram a reorganização da companhia Por sua vez, o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), reunido em assembleia-geral extraordinária da LAM, decidiu, com efeitos imediatos, a cessação de funções do presidente do Juízo de Gestão (PCA) Marcelino Gildo Alberto e dos administradores dos pelouros das Finanças, Recursos Humanos e Serviços Corporativos, Altino Xavier Mavile, e do Técnico e Operacional, Bruno Miranda. No mesmo encontro, houve a aprovação da nomeação de um recomendação de gestão não executivo, formado por representantes das empresas estatais que, levante ano, passaram a ser accionistas da companhia aérea, nomeadamente a Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose). Foi ainda aprovada a nomeação de uma “percentagem de gestão, subordinada ao recomendação de gestão não executivo, com funções executivas, encarregada de conduzir a gestão da empresa e prometer a perenidade das operações.” Em Maio, o Governo contratou a Knighthood Global para liderar a novidade tempo da reorganização financeira e operacional da LAM. À empresa, liderada por James Hogan, velho presidente da Etihad Airways, foi oferecido um prazo de três meses para estabilizar e reposicionar a transportadora aérea moçambicana. “O foco nos primeiros três meses será estabilizar e reposicionar a LAM”, referia a nota da consultora, sublinhando que trabalhará em fala com os novos accionistas, com procuração para comprar novas aeronaves e reconstituir a frota.

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