O último balanço provisório da Polícia angolana aponta para 30 mortos e 277 feridos na sequência dos tumultos registados, nos últimos três dias em várias províncias angolanas, devido a uma paralisação dos serviços de táxi

O ponto da situação apresentado, esta quinta-feira, pelo porta-voz da Polícia Pátrio de Angola, subcomissário Mateus Rodrigues, adianta que até à presente data foram detidas 1.515 pessoas, muito porquê destruídos 118 estabelecimentos comerciais, 24 autocarros públicos, mais de 20 veículos particulares, cinco viaturas das forças de resguardo e segurança, uma motorizada e uma ambulância.Mateus Rodrigues assegurou que os casos que resultaram em mortes “estão a merecer a devida investigação das autoridades para medir as circunstâncias em que ocorreram”, destacando que entre o número de feridos apurados, dez são das forças de resguardo a segurança.

Segundo Mateus Rodrigues, a situação caracteriza-se porquê inabalável, calma, com o volta à normalidade, circulação nas vias, sem o registo de nenhum incidente de realce.

“Regressou-se à vida normal”, disse a manancial, repudiando os actos assistidos nas províncias de Luanda, Benguela, Icolo e Bengo, Bengo, Huíla, Malanje, Huambo e Lunda Setentrião.

O porta-voz da Polícia angolana manifestou preocupação das autoridades com informações que circulam nas redes sociais, com a partilha de informações de violência, de incidentes ocorridos nos primeiros dias desta situação, porquê se estivessem a ocorrer no momento.

A manancial desmentiu também uma alegada enunciação de recolher obrigatório, supostamente emitida pelas autoridades angolanas, salientando que as forças continuam nas ruas a desenvolver o trabalho de manutenção da ordem “e prontas para respostas em caso de mais alguma situação de diferença da ordem”.

De segunda a terça-feira foi registada uma paralisação dos serviços de táxis, convocada por associações e cooperativas de táxis, em protesto à subida do preço dos combustíveis e das tarifas de transportes públicos, que os cidadãos consideram muito elevados.

Foram registados actos de vandalismo, violência e de arruaça durante o período de greve dos taxistas em várias províncias angolanas. (RM /NMinuto)

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