De comprado a comprador em pouco mais de seis semanas, o Novo Banco anunciou um conformidade para a compra do Unibanco, marca de crédito ao consumo detida pela Unicre. O valor da operação não foi revelado, ao contrário do objetivo da transação: aumentar em 15% a carteira de empréstimos ao consumo.


O Novo Banco está a comprar somente a secção produtiva da carteira avaliada em 262 milhões de euros. No final de junho, a carteira de crédito ao consumo do Novo Banco atingia 2,1 milénio milhões de euros. Se a obtenção fosse finalizada já, aumentaria a carteira para valores em torno de 2,4 milénio milhões.


A compra “irá aumentar graduação suplementar e uma base de clientes, permitindo substanciar a presença mercantil do Novo Banco e potenciar oportunidades de ‘cross-selling’”, “reforçando ainda mais a posição no mercado português de crédito ao consumo”, avançou a instituição financeira em enviado.

A compra do Unibanco irá aumentar graduação e substanciar a posição do Novo Banco no crédito ao consumo.
Novo BancoComunicado


Para a Unicre, foi uma oportunidade de “consolidação da liderança na atividade de ‘acquiring’”.


A operação significa que outros bancos concordaram com ela: é que a Unicre tem várias instituições financeiras entre os acionistas, incluindo o próprio Novo Banco, que tem 17,5% do capital. O BCP tem muro de 31%, o Santander tem 22%, o BPI tem 21% e o Banco Montepio tem 4%. A Caixa não está presente na estrutura. 

Lucro de 435 milhões


Na primeira informação de resultados depois anunciar a venda ao BPCE por 6,4 milénio milhões de euros, o Novo Banco fez saber que no primeiro semestre registou um resultado líquido de 434,9 milhões de euros no primeiro semestre do ano. É uma melhoria de 17,4% face ao valor registado no mesmo período de 2024.


A margem financeira caiu 6,1% para 558,8 milhões de euros face aos 594,9 que tinha apanhado em junho de 2024. A queda foi atenuada pelas comissões, que renderam mais 11,1%, num desenvolvimento de 161,2 para 179 milhões de euros.


O resultado bancário mercantil desceu assim 2,4%, menos do que a margem. No entanto, o resultado do semestre é salvo pela “recuperação de crédito, resultados de imóveis e processos de impostos (nomeadamente da Imposto Suplementar de Solidariedade)”, que fizeram a rubrica de “outros resultados de exploração” crescer de 1,5 para 57,5 milhões de euros. A instituição não detalha cada uma destas alíneas, mas dá conta que com elas, o resultado bancário totalidade cresceu 6% para 798 milhões de euros.


Nos impostos do período, o Novo Banco pagou mais do que no homólogo: se em junho de 2024 reportava um dispêndio de 17,7 milhões aos quais acresceram 32,2 milhões das contribuições do setor bancário, num totalidade de quase 50 milhões de euros, agora o valor disparou para 88,7 milhões (impostos: 61,8 milhões; contribuições: 26,9 milhões).


A carteira de crédito disparou 1,4 milénio milhões de euros, atingindo 27,9 milénio milhões de euros (mais 5%), com o rácio de malparado a descer de 4,1% para 3,2%.


O volume de depósitos também aumentou (4,1%) para quase 31 milénio milhões de euros.

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