A Brisa Licença Rodoviária (BCR), que gere as principais autoestradas do grupo liderado por António Pires de Lima, registou lucros de 155,8 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 14,5% face aos 136,1 milhões apurados no mesmo período de 2024. Oriente resultado líquido, diz a BCR em expedido à CMVM, foi escolhido com base num resultado antes de impostos de 222 milhões e em 66,2 milhões de imposto sobre o rendimento. A concessionária adianta que o tráfico médio quotidiano (TMD) aumentou 4,6% até junho na confrontação com o período homólogo, “suportado por condições económicas favoráveis”, somando 23.375 veículos/dia. A circulação subiu 4,1%, apesar dos impactos negativos do calendário, adianta, salientando a perda de um dia no primeiro semestre deste ano face ao período homólogo de 2024 (que foi ano bissexto), e a localização menos favorável dos dias feriados leste ano. Os rendimentos operacionais totalizaram 410,4 milhões até junho, o que representa um acréscimo de 6% face ao período homólogo, com as receitas de portagem a atingirem os 392,3 milhões, aumentando 6,3% “suportadas pelo comportamento do tráfico durante o semestre”. Por seu lado, as receitas relacionadas com as áreas de serviço somaram 14,8 milhões, menos 0,7% face ao período homólogo. O resultado operacional (EBITDA) no final do semestre foi de 331 milhões, o que representa um acréscimo de 6,4%, já o EBIT foi de 246,8 milhões, mais 9% do que há um ano. O indicador de geração de caixa (EBITDA-CAPEX) atingiu os 305,6 milhões. Em 30 de junho a dívida bruta da BCR era de 1.189 milhões de euros, tendo sido reembolsados durante o semestre 300 milhões referentes a um empréstimo obrigacionista e 19 milhões de um empréstimo do BEI. Na estudo do tráfico por tipo de veículo, a BCR avança que houve uma evolução mais favorável dos veículos pesados face aos ligeiros. O desenvolvimento do TMD nos veículos pesados foi de 6% e nos veículos ligeiros – que representam 93,2% do totalidade – de 4,5%. O investimento na conservação e melhoria da infraestrutura somou 25,4 milhões, diminuindo 12,9% face ao período homólogo, o que a BCR explica com “as condições climatéricas adversas que ocorreram no primeiro semestre e que impactaram a realização das obras”. Oriente montante inclui 19 milhões referentes a grandes reparações, maioritariamente relacionadas com trabalhos de repavimentação nas A1, A2, A3 e A4, mas também com reabilitações de viadutos nas A1 e A2. Foram ainda realizados trabalhos de estabilização de taludes na A1. “Com a normalização das condições operacionais, prevê-se uma intensificação do investimento no segundo semestre, permitindo conseguir um investimento anual em risca com as expectativas iniciais”, afirma.

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