
A Fidelidade recebeu propostas vinculativas de três grandes investidores internacionais, CVC Capital Partners, KKR & Co. e Macquarie Group, para a compra de uma participação minoritária na Luz Saúde. A informação foi confirmada pela Bloomberg esta quinta-feira. A decisão final sobre o porvir acionista da rede de saúde deverá ser tomada nos próximos dias, segundo um porta-voz da seguradora portuguesa, controlada pela chinesa Fosun International. A operação diz saudação sobre 40% do capital da Luz Saúde, numa avaliação totalidade da empresa que ronda os milénio milhões de euros (1,14 milénio milhões de dólares), de convénio com fontes citadas pela filial norte-americana. A intenção da Fidelidade passa por encontrar um parceiro estratégico que permita solidar e expandir a presença da Luz Saúde no setor privado da saúde em Portugal. A seguradora contratou o banco de investimento Natixis para liderar o processo, que envolveu o envio de cartas-convite a mais de uma dezena de investidores globais. Além dos três nomes que avançaram com ofertas firmes, entidades porquê a PureHealth, dos Emirados Árabes Unidos, e a brasileira Rede D’Or São Luiz também manifestaram interesse durante as fases iniciais do processo, segundo a Bloomberg. Esta tentativa de desatino surge depois de a Fidelidade ter suspendido, em 2024, os planos para lançar uma Oferta Pública Inicial (IPO) da Luz Saúde, apontada inicialmente para o primeiro semestre deste ano. A seguradora justificou a decisão com a instabilidade dos mercados de capitais, exacerbada por tensões geopolíticas. Em declarações anteriores ao Negócios, a empresa admitia procurar “alternativas estratégicas” mais adequadas ao incremento da operadora hospitalar, confirmando a contratação da Natixis para identificar potenciais parceiros. A Luz Saúde, uma das maiores redes privadas de saúde em Portugal, opera atualmente 14 hospitais, 14 clínicas e uma residência sénior e tem vindo a substanciar o seu investimento no país. Em janeiro, anunciou a construção de um novo hospital no Seixal, orçado em 50 milhões de euros, estando ainda a desenvolver uma unidade em Santarém, num investimento de 58 milhões, com desenlace prevista para 2026. Com sede em Lisboa, a empresa foi retirada da bolsa em 2018 posteriormente a Fidelidade, detida em 85% pela Fosun e 15% pela Caixa Universal de Depósitos, ter adquirido a maioria do capital. Desde logo, tem apostado numa estratégia de expansão e inovação tecnológica, nomeadamente através da parceria com a Google Cloud e a Deloitte, que visa desenvolver soluções de perceptibilidade sintético (IA) aplicadas à saúde. Embora não conste entre os proponentes atuais, a Ageas Portugal também se mostra atenta ao processo. “Vamos olhar para todas as oportunidades que estejam no mercado”, afirmou recentemente o novo CEO da seguradora, Luís Menezes, quando questionado sobre uma eventual ingresso no capital da Luz Saúde. O responsável, ex-CEO da Unilabs, sublinhou que a empresa tem capacidade financeira para proceder com aquisições relevantes, recordando que o grupo-mãe apresentou em 2023 uma oferta de mais de 3 milénio milhões de euros pela britânica Direct Line, entretanto rejeitada.
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