A capital da República Núcleo-Africana (RCA), Bangui, recebeu, nesta quarta-feira (30), o Caucus Africano, um encontro anual que junta os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais africanos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que vai percurso até 2 de Agosto próximo, com o objectivo de substanciar a resiliência económica de África face à guerra mercantil com os Estados Unidos da América (EUA), informou a Lusa.

Segundo noticiou, entre as principais propostas debatidas durante o encontro, subordinado ao tema “Infra-estrutura resiliente, capital humano e riqueza verdejante: alavancas essenciais para um desenvolvimento potente, inclusivo e sustentável em África”, o ministro das Finanças da RCA, Hervé Ndoba, defendeu a aceleração da geração de uma Zona de Transacção Livre Continental Africana e a harmonização alfandegária entre os países.

“É uma reforma corajosa e importante para a qual todos devemos trabalhar e é uma agenda prioritária”, afirmou o governante.

De congraçamento com Hervé Ndoba, um dos principais desafios é prometer que os sistemas alfandegários e de segurança fronteiriça possam orar, “um duelo” no qual já estão a trabalhar.

Outro ponto discutido foi a premência de reformas estruturais que permitam ao continente reduzir a sua sujeição das matérias-primas, variar as exportações e melhorar a integração mercantil regional.

No contexto da guerra mercantil, o FMI classifica os países africanos em duas grandes categorias: os que têm laços comerciais directos, através de acordos uma vez que a AGOA (Lei de Prolongamento e Oportunidades para África), que correm o risco de serem afectados pelas tarifas norte-americanas, e os que têm menos relações comerciais com Washington, que podem suportar consequências indirectas.

“Países com laços directos, uma vez que os que exportam ao abrigo da AGOA, serão directamente afectados pelas tarifas. Outros, sem laços significativos, também sentirão os efeitos se a guerra continuar”, alertou Régis N’Sondo, director-executivo do FMI.

Os países abrangidos pela AGOA incluem Angola, Cabo Virente, República Democrática do Congo, Gâmbia, Quénia, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul e Tonga, entre outros.

Os dados do FMI e do Banco Mundial mostram que a hodierno taxa de desenvolvimento poupado de África oscila entre os 3% e os 4%, mas a sua estrutura continua ligada à exportação de recursos primários

“Precisamos de encontrar novos recursos para a exportação”, acrescentou N’Sondo, que representa 17 países da África Subsaariana.

Os dados do FMI e do Banco Mundial mostram que a hodierno taxa de desenvolvimento poupado de África oscila entre os 3% e os 4%, mas a sua estrutura continua ligada à exportação de recursos primários.

Outro convidado para a reunião foi o Fundo Africano de Garantia e Cooperação Económica (Fagace), que planeia aproximadamente 1,7 milénio milhões de dólares entre 2026-30, para permitir que as empresas abandonem o sector informal.

“Em 2024 oferecemos garantias para mais 1,3 milhão de dólares e as perspectivas para 2026 são muito boas. Acreditamos que em 2026, com base nas previsões actuais, seremos capazes de prestar garantias de milénio milhões de dólares”, frisou o secretário-geral da Fagace, Basile Tchakounté.

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