O órgão do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF), que concede empréstimos a países de baixa renda, começará a levantar 5 milénio milhões de dólares dos mercados de capitais a cada três anos a partir de 2027, anunciou nesta terça-feira (29) Valerie Dabady, directora de Mobilização de Recursos e Parcerias do BAD, num momento em que países doadores porquê os Estados Unidos da América reduzem o seu suporte.
De convénio com a Reuters, o ADF concedeu 45 milénio milhões de dólares em crédito concessionário a 37 países africanos de baixa renda desde que foi criado em 1972.
Os EUA são o seu maior doador aglomerado, mas o Governo do Presidente Donald Trump quer trinchar 555 milhões de dólares em financiamento.
“Temos a sofreguidão de entrar nos mercados de capitais e recrutar financiamento, o que nos ajudará a variar a forma porquê nos financiamos”, afirmou Valerie Dabady durante uma conferência de prensa.
“Acreditamos que podemos recrutar até 5 milénio milhões de dólares em cada ciclo de três anos. Mas, para lá chegar, temos de mudar o nosso regimento”, acrescentou, adiantando que o processo para o fazer já estava em curso.
O ADF irá portanto procurar obter uma notação de crédito e iniciar a trabalhar na angariação de fundos, seguindo os passos do BAD que, ao longo dos anos, emitiu uma série de instrumentos nos mercados de capitais internacionais, segundo Valerie Dabady.
O BAD, com sede em Abidjan, Costa do Marfim, é o maior banco de desenvolvimento do continente e aprovou uma revisão da elaboração do financiamento do ADF em Dezembro de 2022, antes das mudanças geopolíticas que alimentaram preocupações sobre o cumprimento das metas de reposição, destacou a representante.
“Foi muito perspicaz e oportuno para nós fazermos isso. No contexto geopolítico hodierno, o que foi feito serviu para dar um pouco mais de impulso ao que queremos fazer com os empréstimos de mercado”, enfatizou Dabady.
A próxima ronda de reposição do ADF, que ocorre a cada três anos, está prevista para Novembro, e o BAD estabeleceu uma meta de mais do que duplicar os 8,9 milénio milhões de dólares que foram angariados no último ciclo.
“Começámos estas discussões com o objectivo de atingir 25 milénio milhões de dólares, mas penso que, oferecido o contexto, isso não será provável, tendo em conta o envolvente restritivo e outros factores semelhantes”, anuiu a responsável.
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