
Novidade leva de tarifas de Trump deixa Ásia dividida e arrasta Europa para o vermelho
As principais praças asiáticas encerraram a derradeira sessão da semana divididas entre ganhos e perdas, apesar de Donald Trump ter voltado a endurecer a narrativa em torno da política mercantil norte-americana e ter anunciado tarifas de 35% sobre o Canadá – o maior parceiro mercantil dos EUA. Aliás, o republicano está a estudar aumentar as taxas aduaneiras base que todos os países enfrentam ao exportar os seus produtos para a maior economia do mundo, de 10% para 15% ou 20%.
Mesmo com a guerra mercantil a escalar, o Goldman Sachs revela-se bastante otimista relativamente às ações asiáticas, revendo em subida as suas perspetivas em relação a uma série de índices nacionais – uma lista que exclui o Japão. O banco norte-americano cita o que diz ser um “envolvente macroeconómico mais favorável” e um risco menor de contaminação económica com as tarifas aos países da região a permanecer aquém do inicialmente previsto.
Neste contexto, na China, o Hang Seng avançou 1,70%, enquanto o Shanghai Composite cresceu 0,55%, com os analistas a apontarem para possíveis estímulos económicos e a euforia com a perceptibilidade sintético para justificar estas subidas. Já no Japão, e apesar do Goldman Sachs ter excluído o país das suas previsões mais otimistas, o Topix conseguiu aligeirar 0,34%, enquanto o Nikkei 225 ficou-se por uma queda de 0,27%.
Entre as restantes principais praças eletrónicas, o sul-coreano Kospi caiu 0,34% e o australiano S&P/ASX 200 deslizou 0,11%. Já em Singapura, e pelo quinto dia ininterrupto, o Straits Times Índice alcançou novos máximos históricos, tocando nos 4.096 pontos.
Na Europa, a negociação de futuros aponta para uma sinceridade em terreno negativo, com os investidores a aguardarem um congraçamento mercantil entre os EUA e a União Europeia. O sentimento da sessão está a ser impactado ainda pela evolução negativa do PIB britânico, que acabou por contrair 0,1% em maio – um valor que fica aquém das expectativas dos economistas, que apontavam um desenvolvimento de 0,1%.
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