Os responsáveis da Suplente Federalista (Fed) estão divididos sobre o impacto que as tarifas da Gestão Trump poderá ter na inflação, com consequências na definição do rumo das taxas de rendimento, mostram as atas da mais recente reunião do banco mediano divulgadas esta quarta-feira.


“Enquanto alguns participantes notaram que as tarifas levarão a um aumento inimaginável dos preços e não vão afetar as expectativas de inflação de longo prazo, a maioria notou o risco de que as tarifas poderão ter um efeito mais persistente na inflação”, referem as atas da reunião do Comité de Operações em Mercado Acessível (FOMC) da Fed.      


No “dot plot”, o gráfico em que os responsáveis antecipam a evolução das taxas de rendimento, 10 dos 19 responsáveis esperam dois cortes até ao final do ano, enquanto sete não projetam qualquer golpe e outros dois antecipam um golpe. Mas, o quadro está a ser obscurecido pela incerteza em torno das tarifas de Trump, que ainda está em processo negocial com várias grandes economias.     


Os responsáveis apontam precisamente para a “incerteza considerável” acerca do momento, duração e dimensão das tarifas e o seu potencial impacto na inflação, revelam as atas. O impacto inflacionista antecipado pelos responsáveis também varia em função de porquê as tarifas vão refletir-se na economia, resultando em várias perspetivas para a evolução dos preços. 


Na última reunião, os responsáveis da Fed decidiram manter as taxas de rendimento pela quarta vez consecutiva num pausa entre 4,25% e 4,5%, apesar das pressões de Donald Trump para que Jerome Powell, o presidente da Fed, golpe as taxas rapidamente. Os responsáveis também manifestaram qualquer pessimismo poupado, revendo em subida as projeções de inflação e em baixa as previsões de prolongamento.


*Com Bloomberg

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