Mando Reguladora de Comunicações do Malawi (MACRA) está a instalar dispositivos electrónicos em todas as prisões do país para detectar e bloquear telemóveis e cartões SIM, utilizados pelos reclusos para actos de ludíbrio e outros tipos legais de delito.
Os dispositivos que são de última geração, já foram testados e instalados na Prisão de Máxima Segurança de Zomba, e nos próximos dias, o mesmo será feito para as restantes penitenciárias.
É foco do governo do Malawi, desmantelar redes criminosas que operam detrás das grades através de comunicações ilegais, burlando e engendrando vários tipos legais de delito.
O director-geral da MACRA, Daudi Suleiman, revelou que a implementação deste novo sistema de segurança em todo o país, faz segmento de uma estratégia multifacetada para combater a crescente crise de fraude do dedo no Malawi, na sua maioria vinda das prisões.
Segundo Sulemain, as cadeias tornaram-se pólos de fraudes móveis, com os reclusos a coordenarem esquemas que vão desde o roubo de identidade ao cibercrime financeiro com recurso a dispositivos contrabandeados.
Os scanners que estão a ser montados, funcionarão uma vez que uma tapume do dedo, interceptando sinais não autorizados em tempo real e, ao mesmo tempo, fornecendo dados forenses para processar os infractores.
O Serviço Prisional do Malawi endossou a tecnologia, pelo facto de ter reportado repetidas apreensões de telefones contrabandeados durante revistas de rotina.
O responsável de relações públicas do serviço penitenciário do Malawi, Steve Meke, descreveu os scanners uma vez que uma solução há muito esperada, face ao duelo de segurança sistémica que se instalou nas cadeias.
Um relatório do Serviço Prisional do Malawi de 2024, ilustra que mais de 1.200 dispositivos móveis foram confiscados em instalações correcionais do Malawi só no ano pretérito.
A iniciativa está a ser implementada em paralelo com a campanha de registo de SIM biométrico da Mando Reguladora de Comunicações do Malawi. (RM Blantyre)
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