Vivemos tempos marcados por instabilidade, disrupção e crescente dificuldade. De concórdia com o Outlook para 2025 do World Economic Forum, as taxas de incremento parcimonioso abrandam, os salários estagnam e a desigualdade cresce, o planeta aquece, a crédito nas instituições diminui, e a saúde mental tornou-se uma preocupação global. Perante leste cenário, mais do que nunca, exige-se uma liderança estratégica que seja capaz de antecipar, agir com responsabilidade e inspirar rumo ao horizonte.


É com leste contexto que ouso identificar seis pilares fundamentais dessa liderança. O primeiro pilar assenta numa “Liderança Moral e Responsável”. A liderança começa nos valores. Numa estação em que a crédito nas instituições e nas organizações é posta à prova, é necessário “voltar aos básicos”. Liderar com a mente e com o coração implica conhecimento técnica, sim, mas também empatia, condolência e integridade. Os líderes devem ser modelos de responsabilidade, promovendo uma cultura organizacional harmónico com os valores que proclamam.


Segundo, os líderes devem olhar para a “Disrupção porquê Catalisador da Inovação”. A disrupção já não é uma exceção, é a novidade norma. Vê-la porquê uma prenúncio é um erro estratégico. A capacidade de transformar incertezas em oportunidades distingue os líderes de hoje. Inovação não deve ser um tirocínio reativo, mas um motor proativo de diferenciação e vantagem competitiva. Empresas e líderes que prosperam são aqueles que assumem riscos de forma informada e que encaram a mudança porquê uma alavanca de incremento.


Terceiro, “Liderar com Propósito”. O propósito pode ser visto, hoje, porquê o novo GPS da liderança. Mais do que focar em indicadores de pequeno prazo, é preciso pensar sistemicamente, com visão de longo prazo e impacto social, integrando os princípios da sustentabilidade em todas as decisões de negócio. Posso ir mais longe e referir que a combinação da cultura com o propósito pode ser a verdadeira vantagem competitiva. Peter Drucker disse que “a cultura come a estratégia ao pequeno-almoço”. Uma cultura sólida, ancorada em valores claros e vividos, é a base da resiliência organizacional. Numa era de dificuldade de atração e retenção do talento, o propósito torna-se o principal fator de atratividade, sobretudo para as novas gerações.


A “Tecnologia porquê Pilar Estratégico” é o quarto pilar. O papel da tecnologia no mundo da gestão já não é exclusivamente operacional, é estrutural. Lucidez sintético (IA), biomateriais, levedação de precisão, cultura celular, robustez virente, veículos elétricos… são áreas que, quando muito integradas, abrem caminho para novas cadeias de valor e oportunidades estratégicas. Mas importa sublinhar que a tecnologia deve estar ao serviço do propósito. A IA é o exemplo mais visível da disrupção atual. De concórdia com o estudo da KPMG “Trust, attitudes and use of AI: A global study 2025”, que analisou perceções de mais de 1.000 portugueses sobre IA num estudo a nível global, em Portugal, 70% dos profissionais já usam IA no trabalho, mas exclusivamente 36% confiam nos sistemas e 85% temem os seus impactos. Esta ambivalência mostra que a integração da tecnologia precisa de ser feita com responsabilidade, transparência e espírito crítico.


Uma vez que quinto pilar está o “Pensamento em Ecossistema e Colaboração Global”. Nenhuma organização, setor ou país conseguirá enfrentar os desafios globais de forma isolada. É urgente desenvolver parcerias transversais, substanciar redes de cooperação e fomentar a internacionalização estratégica. A Europa, em privado, precisa de pensar e agir em ecossistema se quiser competir com potências porquê os EUA, a China ou a Índia.


Finalmente, a “Antecipação Estratégica e Literacia para o Horizonte”. Vivemos num mundo VUCA – volátil, incerto, multíplice e duvidoso. Neste contexto, a capacidade de antecipação estratégica é uma conhecimento sátira. Os líderes do horizonte são aqueles que conseguem planear com base em cenários, integrar diferentes perspetivas e promover internamente uma cultura de literacia em áreas-chave: do dedo, moral, sustentabilidade e finanças. Mas a literacia não se limita ao conhecimento técnico. Implica pensamento crítico, visão holística e capacidade de adaptação. A ensino tem cá um papel determinante, assim porquê os media e as instituições públicas, enquanto âncoras de crédito e promotores de cidadania informada.


Concluindo, liderar num mundo imprevisível não é tarefa simples. Mas é precisamente nestes momentos que se definem os verdadeiros líderes – aqueles que sabem transformar a incerteza em oportunidade, que lideram com propósito, que constroem pontes e que mantêm a moral porquê setentrião.


Na Católica Porto Business School, é esse o protótipo de liderança que promovemos: formamos profissionais para uma sociedade moral, global e sustentável. Não é exclusivamente uma enunciação estratégica, é a base de todas as nossas ações, programas e decisões. Ao nível da IA adotámos uma abordagem integrada: formação transversal, regras claras de utilização e desenvolvimento de soluções com propósito.


No fundo, promovemos uma liderança preparada para um horizonte maleável, dinâmico e incerto, mas sempre com um propósito final muito simples: o muito generalidade e um mundo melhor.

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