Donald Trump renova tensões comerciais e deixa Ásia e Europa sem rumo
As principais praças asiáticas encerraram a primeira sessão da semana, maioritariamente, no vermelho, enquanto a Europa aponta para uma exórdio sem rumo, depois de, no término de semana, o secretário do Negócio dos Estados Unidos ter anunciado que as tarifas “recíprocas” às importações vindas de todo o mundo, que tinham sido suspensas até 9 de julho, vão entrar em vigor a 1 de agosto.
Já na sexta-feira, Donald Trump tinha afirmado que o Governo dos EUA iria enviar cartas, “provavelmente a 12” países, com os quais não chegou a um conformidade mercantil, para notificá-los das tarifas que pretende impor. No domingo, Scott Bessent falou de 100 países, falando numa estratégia de “máxima pressão” – as cartas começam a ser enviadas esta segunda-feira.
Pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite encerraram a sessão em baixa, com o primeiro a desvalorizar 0,27% e o segundo a desabar 0,04%, numa fundura em que Pequim prepara-se para impor restrições à compra de dispositivos médicos por empresas sediadas na União Europeia, aumentando as tensões comerciais com Bruxelas.
Já no Japão, o Nikkei 225 cedeu 0,59%, enquanto o mais abrangente Topix caiu 0,62%. Na Coreia do Sul, os investidores mostraram-se bastante mais otimistas, com o Kospi a conseguir aligeirar 0,19%, enquanto, pela Austrália, o cenário foi idêntico ao da maioria das praças asiáticas, com o S&P/ASX 200 a resvalar 0,11%.
“Há uma certa cautela a definir o mercado, com os investidores à espera de novos desenvolvimentos nos próximos dias”, aponta Nick Twidale, analista-chefe da AT Global Markets, à Bloomberg. “Estou à espera de ver alguma volatilidade numa base individual por país, à medida que acordos específicos são anunciados – ou não”, conclui.
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