A remuneração dos novos depósitos a prazo dos particulares caiu em maio pelo 16.º mês seguido, para 1,49%, atingindo o valor mais reles desde maio de 2023, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
 
De concórdia com os dados do supervisor bancário, a taxa de renda média dos novos depósitos a prazo de particulares recuou em maio 0,15 pontos percentuais (p.p.) face a abril e compara com 2,72% do mesmo mês do ano anterior.
Esta é a remuneração mais baixa dos depósitos a prazo pelos bancos portugueses desde maio de 2023 (1,39%), depois de em dezembro do mesmo ano ter atingido um supremo de 12 anos de 3,08%.
Desde aí que esta taxa tem recuado de forma consecutiva.
No final de maio, o montante de novos depósitos a prazo de particulares atingiu 13.093 milhões de euros, mais 123 milhões de euros que em abril e 23,4% supra do valor homólogo.
A taxa de renda média dos novos depósitos com prazo até um ano baixou 0,15 p.p. entre abril e maio, para 1,50%. Apesar da redução, esta “continuou a ser a classe de prazo com a remuneração média mais elevada e representou 95% dos novos depósitos em maio”.
No quadro europeu, a média também registou uma queda, de 0,11 p.p. em maio, fixando-se em 1,87%.
Portugal desceu uma posição entre os países da extensão do euro e manteve-se na quarta posição entre os países com a taxa de renda média mais baixa.
Junto das empresas, a remuneração média para depósitos a prazo passou de 2,01% em abril, para 1,84% em maio, tendo os novos depósitos somado 9.101 milhões de euros (menos 747 milhões de euros em enxovia e mais 20,1% em termos homólogos).
Posteriormente um período de incitamento nas remunerações dos depósitos – com o aumento das taxas de renda diretoras -, a taxa de renda associada voltou a descer.
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