Mesmo a tempo do prazo imposto por Donald Trump, que queria que a legislação passasse antes do Dia da Independência, a Câmara dos Representantes decidiu dar “luz verdejante” ao mepacote fiscal da gestão norte-americana, estimado em mais de 3,4 biliiões de dólares. O projeto, que carece agora exclusivamente da assinatura do Presidente dos EUA, torna permanentes as isenções fiscais introduzidas no primeiro procuração do republicano, ao mesmo tempo que desce impostos, corta subsídios e reverte grande secção do trabalho de Joe Biden para tornar a economia do país mais “verdejante”.
O pacote legislativo passou, pela segunda vez, o escrutínio da Câmara Baixa do Senado norte-americano por uma pequena margem. Foram exclusivamente quatro votos que separaram a aprovação da repudiação, com os republicanos a adiarem por várias horas a votação final para conseguirem convencer um pequeno grupo de deputados a votarem em prol do projeto. Ao longo das últimas semanas, o próprio Presidente teve de intervir várias vezes junto do seu partido para testificar a aprovação, com vários elementos a fazerem “toar os alarmes” em torno dos cortes no Medicaid – o programa de saúde social dos EUA para famílias de grave rendimento.
“[Esta legislação] trata-se de repor a sanidade a uma terreno que a tinha perdido, cortando desperdício e controlando gastos imprudentes”, declarou Jason Smith, líder do comité do Congresso norte-americano com a pasta da política fiscal. “Exige que quem poder trabalhar, tem de o fazer. O país deixa de pedir às famílias trabalhadoras que paguem a fatura das más decisões de Washington”, concluiu Smith em declarações em seguida a aprovação do documento.
Do outro lado da barricada, as críticas são duras, com os democratas a acusarem Trump de trinchar o Medicaid a milhões de pessoas para financiar cortes de impostos e isenções fiscais para os mais ricos. “Esta legislação vai terminar com o Medicaid uma vez que o conhecemos. Vai fechar hospitais e lares de idosos – tudo para dar benefícios a quem já os tem”, afirmou o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, num oração que demorou mais de oito horas e quebrou o recorde de mediação mais longa neste órgão legislativo.
A organização não-partidária Committee for a Responsible Federalista Budget estima que nascente megapacote vai aumentar o défice norte-americano em mais de 3,4 biliões de dólares durante a próxima dez. A saúde das contas públicas do país tem sido cada vez mais uma preocupação dos mercados, principalmente depois de a escritório financeira Moody’s ter retirado o rating supremo aos EUA devido à subida da dívida pública, citando a degradação dos indicadores orçamentais e o desenvolvimento da dívida pública.
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